“Cada um é reponsável pela sua caminhada”

Compartilhamos o pensamento da página do facebook – Batuques do meu lugar

reflexão

Família, lugar de perdão

Um texto do Papa Francisco, um lider esperitual que a humanidade deve sentir orgulho

Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual.

Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.

Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma, nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.
É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença.

Amplio essas palvras de reflexão para a FAMÍLIA ESPIRITUAL. Assim, devemos agir sempre perdoando-nos, não só com o coração, mas com a nossa essência, nossa energia vital, com nosso espírito.

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Saravá Umbanda!

Saravá a todas as Famílias Espirituais que existem nesse planeta, independente do credo que siga.

Família, Religião e aliados

Família, Religião e alidos

Por:  Sylvia Arcuri

Sempre escutei dos meus pais, durante a abertura do culto cristão no lar, que realizávamos todas às terças-feiras, na Rua São Bráz, no bairro de Todos os Santos, e nas aberturas das sessões que acontecem na nossa Tenda Espírita Pai Mané de Aruanda, em Sepetiba, a seguinte máxima: a família e a religião que salvarão a humanidade. O mundo está à deriva e as crianças que o compõem, muitas delas não contam com uma família presente. Abro um parêntesis para esclarecer que entendemos por família qualquer tipo de comunhão entre pessoas, independente de sexo, idade, cor ou opção religiosa, ratificando que, família é aquela que cria educada, aconselha e, sobretudo, aquela que dá amor e está ao seu lado em qualquer momento da sua existência. Sobre a família ter um papel importante dentro da humanidade, não temos nenhuma dúvida, mas já sobre a religião, devemos pensar se realmente é assim mesmo, que ela possa salvar a humanidade, pois o que vemos é intolerância religiosa por todos os lados e em qualquer lugar desse mundo de meu Deus. Poderíamos citar conflitos religiosos que atravessaram e continuam atravessando séculos, começando pelas cruzadas, passando pela inquisição, chegando até a disputas fundamentalistas que acontecem no Oriente Médio, em nome de Alá ou sabe-se lá, de que outro ser Divino, mas essa publicação seria longa e esse discutir a religião não é o intuito.

Aqui é que entram os aliados: AMOR E FÉ, o que achamos mesmo que pode salvar ou amenizar a humanidade de uma catástrofe maior, pois entendemos que o mundo está passando por um estágio de transformação, esses conflitos devem acontecer para que essa evolução se dê, mas a FÉ e o AMOR ajudam na compreensão para que as mudanças se realizem de uma maneira menos traumática.

AMOR e FÉ são palavras complementares, fazem parte do mesmo campo semântico, pois quem ama tem fé e quem tem fé ama.

AMOR dispensa explicação, se amamos com espírito e coração nos tornamos pessoas altruísta, vivenciamos a caridade, a doação e a solidariedade. Com base no sentimento de amor, percebemos que o que é rotulado como “diferente”, também é ser humano e precisa de carinho, atenção e sentimentos verdadeiros encharcados de amor. Não adianta falar “ama-te o próximo, como a ti mesmo” se na hora que ele mais precisa, você não estará presente com uma palavra de conforto. Isso mesmo, fazer caridade não, necessariamente, que dizer que você tem que doar seu dinheiro ou o seu tempo para alguma causa, não. Fazer caridade também é dar um sorriso sincero, uma palavra amiga, um olhar cumplice, não precisa tirar uma quantia do seu salário, que para muitos é pouco, para realizar esse ato, o de fazer caridade. Muitas vezes, um “bom dia” que você ofereceu a alguém, já conta como seu momento de caridade, de repente aquela pessoa que recebeu o seu “bom dia” estava amargurada, triste e esse gesto simples, carinhoso e despretensioso mudou sua energia, o seu campo astral e a retirou de um estágio de negação. Se pensarmos nisso, com gestos pequenos de amor, modificamos o nosso entorno e a mudança desse entorno se amplia e chega a ocupar um lugar maior dentro do mundo, tocando o coração do ser humano para que ele possa perceber que o seu papel no mundo é evoluir como pessoa, ajudando a outros a evoluírem também.

FÉ, palavra miúda, forte, cheia de sentidos, mas que muitos não entendem ou distorcem. Não podemos querer que o outro comungue da nossa FÉ, obrigar o outro a ter a mesma fé que você é confundir FÉ com religião e esse não é o caso. A FÉ é algo individual, que cada um tem com a sua medida e força, não podemos dizer que fulano tem mais fé que outro, pois a fé dele é a que ele necessita para sua vida. FÉ não se julga, nem se compartilha, talvez sua função é a de impulsionar o ser humano na sua caminhada rumo a evolução. Ter FÉ é acreditar, mas não só acreditar em dogmas e ritos religiosos, mas acreditar em si mesmo, da sua importância dentro do mundo, independente da sua crença religiosa, é acreditar no outro como ser pleno.  Ter FÉ é se levantar, todos os dias, e dizer que esse será o melhor dia da sua vida, mesmo tendo que matar todos os leões que encontrará pela frente. Ter FÉ é nunca desistir de um projeto, mesmo que não apareça dinheiro para realizá-lo, pois todas as nossas vontades, desejos e projetos podem ser modificados pelo caminho. Ter FÉ é fazer com que o outro acredite nele mesmo, é plantar dentro dele o sentimento de FÉ, a fé dele, é claro. O que não dá mais é vermos uma humanidade sem FÉ, pois quem vive no individualismo, na disputa, na ignorância, na intolerância, na arrogância, perdeu, ou nunca teve FÉ. Existem vários aforismos, ditados, frases feitas, com a palavra FÉ, mas há uma que, para nós da Tenda é imbatível, dizia nossa Mãe Diva: MINHA FÉ É A MINHA CURA, PARA DEUS NADA É IMPOSSÍVEL.

Deixamos esse texto para reflexão, acompanhado de um ponto de FÉ escrito por Eulina de Iansã. Ylê. Vejam e curtam o vídeo.

Fotos do post retiradas da internet

PaRa ReFLeTiRMos

bbb-tropicalistas

Compartilho um post do nosso amigo Chicão Sampaio. Um texto lúcido que serve como reflexão. 

E NÃO É SÓ COM A RELIGIÃO, NÃO, VIU? TEM GENTE FICANDO RICO COM ESSAS FESTAS! TEM UMAS QUE INVETAM UMA FAVELA CHIQUE, PARA AS PESSOAS QUE TEM MEDO DE IR NA FAVELA SE DIVERTIREM NO ASFALTO E GANHAM BASTANTE DINHEIRO ISSO… QUAL O PROBLEMA??? REPITO AS PALAVRAS DA MATÉRIA DO GELEDES: “É muito fácil saravar na balada. A afrorreligiosidade é muito atrativa quando é emburguesada, embranquecida e explorada ao som de MPB e regada a álcool. Deve ser interessantíssimo fumar um baseado e dançar a tecnomacumba da Rita Beneditto (Rita Ribeiro). Enquanto isso, imagens de Oyá são decapitadas, terreiros são invadidos e vandalizados pelo fanatismo cristão e a TV aberta exibe programas onde nossa fé é demonizada. Na periferia acontece o genocídio da população negra. Mas não há peso na consciência dos universitários que só querem “neotropicalizar”.
E não, visibilidade não é um argumento. A visibilização acontece quando religiosos de matriz africana e pessoas negras protagonizam suas pautas e levam suas vozes, seus rostos e sua cultura para a mídia, para a música, para a rua, e tornam seus símbolos patrimônio imaterial da humanidade, como aconteceu com a Capoeira”.

Faça um clic aqui e leia a matéria completa em: “A cultura negra é popular, pessoas negras não são” As festas “neotropicalistas” e a apropriação cultural indevida – Geledés

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Sempre é bom parar e refletir

Gostaríamos de esclarecer que a Tenda Espírita Pai Mané de Aruanda não realiza nenhum tipo de trabalho de demanda. Não trazemos ninguém de volta e muito menos fazemos mal a alguém. Na Tenda se prática a caridade. 

As setes linhas da Umbanda – complemento

Estudando sobre a nossa religião encontrei um resumo que complementa bem a publicação sobre as Sete linhas da Umbanda, fazendo a ligação do Orixá e o seu referente na Igreja Católica.  

Segue o complemento:

1. OXALÁ – sincretizado com JESUS CRISTO, que chamamos de Pai Oxalá;

2. YEMANJÁ – sincretizado com NOSSA SENHORA, que chamamos a Rainha do Mar;

3. OGUM – sincretizado com SÃO JORGE, que chamamos de Guerreiros Romanos;

4. OXOSSI – sincretizado com SÃO SEBASTIÃO,  que chamamos Povo da Mata;

5. XANGÔ – sincretizado com SÃO JERÔNIMO, que chamamos Povo da Cachoeira;

6. CRIANÇAS – alguns se referem a IBEJIS ou ÊRES, sincretizado a SÃO COSME E DAMIÃO, que chamamos linha das crianças;

7. AFRICANOS, sincretizado com SÃO CIPRIANO, chamamos a linha dos Pretos-Velhos Escravos, que muito evoluíram quando de sua passagem através da escravidão. 

Existem também outros Orixás como: OXUM, IANSÃ, NANÃ, OBALUAÊ e outras entidades, tais como: baianos, boiadeiros, marinheiros, povo do Oriente,  que não são representados por uma linha.

 

As sete linhas da Umbanda

As sete linhas da Umbanda

 

Fonte de pesquisa: ARHAPIAGHA, Yamunisidha. Umbanda a proto síntese cósmica: epistemologia, ética e método da Escola de Síntese. São Paulo: Pensamento, 2002.

Alerta

Para que não nos julguem sem saber. 

Agô

Falamos e cantamos algumas palavras nos nossos terreiros e não sabemos o que significam. Existe uma específica (entre tantas outras) que sempre me chamou atenção: a palavra AGÔ.

Segundo o Dicionário de cultos Afro-brasileiros de Olga Gudolle Cacciatore o significado da palavra é:

Pedido de licença, usado nos terreiros, por entidades e crentes, originária dos vocábulos iorubá – “àgó” que por sua vez vem de “yàgo” – dê-me permissão (termo usado pelos pedestres ou saudação à porta de uma casa, cuja resposta é “agòó yá o” – que significa: entre) 

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Existem um ponto assim: 

Agô, Agô, Agô
Meu pai
No terreiro de Umbanda 
Quem tem fé 
Não cai
Só balança 
Quem é filho de fé
Quem não tem fé
Não balança não
E é por isso 
Que eu te peço
Agô, Agô, Agô
Agô meu pai!