Caboclo Pena Branca

Aldeia do Caboclo Pena Branca

Palavras do nosso dirigente:

Em junho de 1985 fui agraciado com uma intuição para escrever a letra da cantiga do Caboclo Pena Branca.

Participação especial do Ogã Jorge Coelho

Gostaria de esclarecer que TODOS os pontos de Ivo de Carvalho são registrados. Eles podem ser cantados nos terreiros, nos centos, nas tendas, nos eventos de Umbanda, mas para comercializá-los só com a permissão do autor.

Letra do Ponto

Que lindo brado eu ouvi naquela aldeia
Naquela aldeia numa noite de luar
Era um caboclo que vinha chegando
Com sua flecha, seu bodoque e seu cocar

Que lindo brado eu ouvi naquela aldeia
Naquela aldeia numa noite de luar
Era um caboclo que vinha chegando
Com sua flecha, seu bodoque e seu cocar

Mas ele veio no clarão da lua
Iluminado por pai Oxalá
Ele é caboclo
Ele é guerreiro
Ele seu Pena Branca
Ele é o rei do Panaiá

 

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Brado de Xangô

Agora sim, uma versão cantada pelo autor da cantiga, nosso Babalorixá Ivo de Carvalho.

Sarau de Umbanda, Curimbas e Axé

Mais uma vez meu Pai Ivo de Ivo Carvalho será homenageado Junto com seu amigo José Carlos de Oxossi, em um sarau promovido por Carlos Leonardo Souza.
Acho essas iniciativas muito importantes. Receber homenagem vivo é muito bom!
Que puder comparecer. Nós estaremos lá.

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Mironga de Preto-Velho

Por: Nerita Oeiras, em 13/05/2016

Tem só uma festa religiosa da qual eu realmente gosto, e é a de hoje. Dia de celebrar os pretos velhos, entidades da Umbanda que nos ensinam a paciência, a sabedoria, a necessidade de uma vida mais calma e mais pausada. Eu sempre tive muita afinidade com pretos velhos (com pessoas idosas também), e tem duas coincidências muito legais nisso. A bebida dos pretos velhos é o café, e eu acabei trabalhando nesse mercado. E quando eu cheguei na minha casa no Equador, numa parede tinha (ainda tem), uma foto de uma preta velha, fumando um cachimbo.

Convido vocês, amigos, para no dia de hoje tomar uma pausa para um cafe, para respirar fundo, para contemplar o céu, receber o vento no rosto e agradecer pela vida!

Os deixo com um vídeo de Tião Casemiro interpretando um ponto composto pelo meu avô Ivo Carvalho. Amanhã comam um amalá de preto velho por mim!!! 😀

Salve 13 de maio

Peço licença ao meu amigo Marcos Andrade para publicar seu ponto texto, sobre nossas queridas entidades pretos e pretas velhas. Com esse ponto, prestamos a nossa singela homenagem ao  guia espiritual da nossa tenda, Pai Mané de Aruanda. 

ME FALES MAIS DESSA ESTRELA
(Marcos Andrade)

Me dê licença de usar tua bengala;
Meu preto-velho, quem está cansado sou eu.
Deixe, vovô, eu me sentar no teu banquinho;
Tanta pedra no caminho,
Tanta dor!
Tanto doeu!

Te lembras daqueles dias de esperança,
Quando eu era tão criança,
Te escutando no terreiro?
Dizias: “Filho, tua benção será vinda,
Tua estrela é muito linda;
Ela clareia o mundo inteiro”

Vovô, me fales mais dessa estrela.
Por favor, me deixes vê-la;
Eu já não aguento a treva.
Quero um abrigo, um repouso na jornada;
Se prossigo a caminhada é porque a fé ‘inda me leva.

Tua força tão serena
É miúda na aparência,
Mas eu creio, preto-velho,
No poder da tua essência.

Luz de Aruanda,
Aceites meu canto de jongo.
Adorei as almas santas;
Eu te saúdo, oh, Rei Congo! 

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Agô

Falamos e cantamos algumas palavras nos nossos terreiros e não sabemos o que significam. Existe uma específica (entre tantas outras) que sempre me chamou atenção: a palavra AGÔ.

Segundo o Dicionário de cultos Afro-brasileiros de Olga Gudolle Cacciatore o significado da palavra é:

Pedido de licença, usado nos terreiros, por entidades e crentes, originária dos vocábulos iorubá – “àgó” que por sua vez vem de “yàgo” – dê-me permissão (termo usado pelos pedestres ou saudação à porta de uma casa, cuja resposta é “agòó yá o” – que significa: entre) 

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Existem um ponto assim: 

Agô, Agô, Agô
Meu pai
No terreiro de Umbanda 
Quem tem fé 
Não cai
Só balança 
Quem é filho de fé
Quem não tem fé
Não balança não
E é por isso 
Que eu te peço
Agô, Agô, Agô
Agô meu pai!

Toques de atabaque

Fomos consultados por um irmão do Espírito Santo sobre como tocar atabaque sem machucas as mãos. Levei o pedido para o nosso dirigente Ivo de Carvalho, resolvemos fazer umas demonstrações através de vídeos. Nosso dirigente quer deixar claro que não é Ogãn, como Tião Casemiro e Márcio Barravento, mas tem paixão pelos atabaques, portanto o que ele apresenta nesse vídeo é sua vivência singela, não é um curso e nem pretende que seja o certo, pois cada um tem uma técnica para tocar. Mas acho que vale a pena conferirem as dicas que ele nos deixa. 

Para assistir a primeira parte do vídeo clique AQUI

A segunda parte, clique AQUI