Prêmio Ogum de Malê 2016

O prêmio Ogum de Malê 2016 foi entregue a:

Wallace Logulo e Federico Puppi

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Mãos que curam: rezadeiras, benzedeiras e curandeiras

Uma tradição que está em extinção.  Pode ser realizada por homens e mulheres, mas hoje são muito raros de serem encontrados. Pode-se afirmar que os que praticam essa tradição são médiuns trabalhando para espiritualidade, mas de uma outra maneira, diferente da incorporação.

Abaixo segue uns vídeos dos que ainda registram. 

 

 

 

 

 

Tião Casemiro – Melodias de Terreiro

No último dia 08 de abril, A Voz da Umbanda,  Ogan Sebastião Casemiro foi entrevistado por Átila Alexandre durante o programa, Melodias de Terreiro na Rede. Muito emociante saber da história desse ser humano e da sua grande contribuição dentro da Umbanda. Obrigada ao programa por nos brindar com essa entrevista. Segue a entrevista:

Não seja ansioso no seu desenvolvimento no Terreiro de Umbanda

A maioria dos médiuns tem sua iniciação mediúnica – momento em que suas faculdades mediúnicas já despertadas passam a ser utilizadas de modo sistemático e mais intenso, dentro dos rituais e trabalhos existentes numa casa umbandista – marcada pela difícil fase da ansiedade e da adaptabilidade que esse começo representa.

Ansiedade no médium iniciante pode trazer algumas situações desconcertantes como:

• Ficar pensando de modo intenso nas coisas ligadas à espiritualidade;

• Ficar com os pontos cantados ecoando na mente;

• Ficar cantando, a qualquer momento e lugar, os pontos cantados;

• Conversar somente sobre o assunto espiritualidade a qualquer oportunidade em que hajam mais pessoas que pertençam à mesma religião ou casa;

• Ler muitos livros sobre o assunto, querendo esgotar todos os pontos de dúvidas;

• Querer conhecer tudo sobre a Umbanda num espaço de tempo curto;

• Ter sonhos constantes com rituais, entidades e trabalhos;

• Ficar vendo em qualquer situação algum tipo de ligação com a espiritualidade;

• Não parar de preocupar-se em manter-se dentro das condutas que sua casa pede;

• Querer incorporar logo;

• Ficar muito preocupado se está mesmo incorporando uma entidade ou se está apenas imitando uma entidade;

• Desejar ardentemente que tenha a inconsciência durante as incorporações;

• Querer aprender tudo sobre os rituais que sua casa pratica, chegando ao ponto de perguntar de tudo a todos os demais médiuns mais experientes;

• Querer saber tudo, através de relatos de outros médiuns, o que ele fez quando estava incorporado, o que a entidade falou, deixou de fazer;

• Passar a realizar em seu próprio lar, uma verdadeira transformação de hábitos, querendo que todos tomem banhos de defesa, defumem-se, orem, cantem, entre outras coisas;

• Querer erigir algum tipo de altar ou espaço sagrado em seu lar, tentando imitar o mais perfeito possível a quantidade de imagens, a disposição dos santos que há em seu templo umbandista;

• Querer que suas entidades receitem rapidamente a confecção ou aquisição das guias (colares) e quanto maior o número de guias melhor;

• Desejar ardentemente que tenha incorporações “fortes”, isto é, que as entidades já venham de modo com que não gerem dúvida a ninguém;

• Que suas entidades já risquem seus pontos e que seja algo bem impressionável;

• Que suas entidades deêm logo seus nomes e torce para que sejam nomes “fortes” e conhecidos;

• Querem decifrar todos os símbolos que suas entidades desenharam em pontos riscados;

• Querem saber da história, vida, ponto cantado e tudo o mais sobre suas entidades;

Essas situações e mais outras não citadas são consideradas até normais e encaradas, por aqueles outros médiuns mais tarimbados, como coisa comum de se acontecer. E de fato é. O que o dirigente e os médiuns mais experientes devem fazer é aconselhar esses neófitos, direcioná-los em atividades que os tirarão um pouco desta fixação, ouvi-los e explicar cada uma das dúvidas e dificuldades existentes.

Toda essa ansiedade é temporária e assim que o novo médium adquirir mais e mais experiências, ele passa a lidar de modo mais natural, menos ansioso e aflito com essas situações.
O tema deve ser abordado de modo atencioso, respeitoso, prático e esclarecedor para poder dar melhor formação espiritual e criar uma estrutura mediúnica mais eficaz à própria casa, uma vez que estes novos médiuns passam a compor o já formado corpo mediúnico da casa, fazendo número e qualidade na força da corrente da casa umbandista. Desperdiçar a chance de esclarecimento quando esses médiuns estão ávidos por conhecimento e abertos para serem direcionados é deixar ao acaso a responsabilidade da formação destes médiuns, podendo levá-los a vícios, “cacoetes” e maus hábitos mediúnicos que nunca mais poderão ser retirados.

E o velho adágio popular é verdadeiro : “Pau que nasce torto, morre torto”.

Se alguém souber de quem é o texto, por favor nos indique para colocarmos o crédito.

Receita da vida

Anote os ingredientes:
Família – é aqui onde tudo começa
Amigos – nunca deixe faltar
Raiva – se existir, que seja pouca
Paciência – a maior possível
Lágrimas – enxugue todas
Sorrisos – os mais variados
Paz – em grande quantidade
Perdão – à vontade
Desafetos – se possível, nenhum
Esperança – não perca jamais
Coração – quanto maior, melhor
Amor – pode abusar
Carinho – essencial

Agora, o modo de preparar:


Esqueça os momentos de raiva e desespero passados.
Se precisar use toda a paciência
Enxugue as lágrimas e as substitua por sorrisos.
Junte a paz e o perdão e ofereça a seus desafetos.
Deixe a esperança crescer no seu coração.
Nem sempre os ingredientes da vida são gostosos.
Portanto, saiba misturar todos os temperos que ela
oferece e faça dela um prato de raro sabor.


Bom apetite!!!!

Texto publicado pelo nosso dirigente na sua página do Facebook: https://www.facebook.com/ivo.carvalho.9028/posts/626889890783072?comment_id=626913967447331&notif_t=feed_comment_reply

 
 
 

Mediunidade e consciência

“O chefe de terreiro tem o compromisso moral e ético de ser fiel à verdade que vivencia. Se não existem mais médiuns inconscientes é porque não são mais necessários. Assim como quando chove a água cai do alto para baixo, e não ao contrário, a sineta bate do lado de lá para o lado de cá. São os tutores da Umbanda pertencentes à alta confraria que a orientam, que são os responsáveis pelo tipo de sensibilidade mediúnica preponderante nos médiuns que reencarnam, em conformidade com a consciência coletiva.

É fundamental desmistificarmos o que seja “incorporação”, pois nos é triste ver medianeiros despreparados omitindo sua consciência e dissimulando para os consulentes, dizendo que são inconscientes. Em verdade, não reencarnam mais médiuns totalmente inconscientes e prepondera no mediunismo umbandista, nos dias atuais, a chamada “incorporação”pela irradiação intuitiva. O aparelho mediúnico sente as vibrações, percebe os seus Guias, mas fica plenamente desperto e consciente do que se passa pela sua mente. Daí a importância do estudo contínuo que dará a educação e o autoconhecimento necessários para que os sensitivos sejam bons receptores dos Guias, emissores do Plano Espiritual.

Os médiuns não devem mestificar. Haverá momentos de extrema pressão, de conflitos, que seria mais fácil “incorporar” o Guia para ele resolver. Mesmo que isso ocorra pontualmente, se houver ocorrências de “urgência”, impossível o emocional do médium não interferir na comunicação. Se não tiver maturidade emocional, grande capacidade de lidar com a frustração, resiliência e alteridade internalizada, será impossível ter limpidez mediúnica, haja vista também ser médium de transe lúcido.

Na maior parte do tempo de convivência no terreiro, seus componentes não estarão mediunizados com a tradicional incorporação. Se tiver valência mediúnica – e precisará ter, pois, em contrário, não suportará seu cargo -, sua percepção será sutil, clarividente e clariaudiente preponderantemente; os Guias astrais “falarão” com ele na forma de pensamentos que entrarão no alto de sua cabeça e retumbarão no meio do seu crânio, quase como um autofalante radiofônico.

Fonte: A UMBANDA DE TODOS NÓS – Manual do Chefe de Terreiro
Venda pelo site: http://livrariadotriangulo.com/

 

O QUE É PEDIR AGÔ?

‘É um termo utilizado nas religiões afro-brasileiras e Umbanda, que significa pedir licença ou permissão, em outros momentos este termo traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo. Tudo que realizamos no terreiro tem que ter Agô dos Guias Espirituais da corrente e dos nossos. Quando pedimos Agô, nosso Ori – Eu Interno – autoriza a assistência dos falangeiros, harmonizando-nos dentro da Lei de Pemba e de Xangô, sinalizando ao Astral que aceitamos os ritos e liturgias a serem realizados. Assim devemos ceder a nossa passividade mediúnica, angariando proteção e cobertura espiritual.

Exemplos do uso da palavra Agô:

Agô de Exu,
Caminhos abertos para a realização da bem aventurança e corpo fechado para enfermidades, cortes e demandas.

Agô de todos os Orixás,
Para a saúde, abundância e prosperidade em nossos caminhos.

Agô a todo “povo da banda”; Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Boiadeiros, Ciganos…
Para sempre termos a misericórdia da atuação deles nos trabalhos.’

Texto retirado da página do Facebook – Pérolas de Ramatís. Para ler e saber mais sobre a página, clique AQUI

 

 

Milagre só você pode fazer em sua vida…

IMG_9881“Não busque na religião, seja ela qual for, o milagre que só você pode fazer em sua vida. Quando você busca na religião milagres e eles não acontecem, se decepciona e a religião perde o valor. O próximo passo será você falar mal da religião que o acolheu. Cuspir no prato em que comeu.

Não confunda o sacerdote religioso com seu pai e sua mãe. O papel do sacerdotes é conduzir, orientar iluminar o caminho para que o prosélito não se perca, nunca fará o papel de pai ou de mãe. Ao confundir esse papel você fatalmente gerará um nível de expectativa tão grande que quando não for correspondido lhe levará à inevitável decepção.

Ao abraçar uma religião esteja preparado para lidar com as verdades que ouvirá. Tenha maturidade e seja adulto. Se fosse para lidar com crianças as casas religiosas e templos seriam creches.Religião é o elemento que liga o ser humano ao Sagrado. O sacerdote é o instrumento dessa ligação. Portanto, um último conselho, religião não é oba, oba e nem time de futebol que você escolhe pelas cores ou pelas emoções que lhe provoca. Qualquer religião tem suas regras, seus códigos e seus dogmas, procure conhecer sua estrutura antes de se vincular. Se você tem visão revolucionária vá fazer política. As tradições religiosas se mantém graças às suas ortodoxias e há sacerdotes que cumprem o restrito papel de defendê-las. Entre esses, humildemente me encaixo, eis o por que deste texto.”

Babalawo Marcio Ogbe Ate Ifairawo

Texto extraido da página do facebook: Batuques do meu lugar. Quer ver mais clique AQUI