Pai de Santo

Ser um Babalorixá é ser como Ivo de Carvalho, nosso Pai no Santo como ele gosta de dizer. 

Pai de Santo é a tradução literal de Babalorixá.

 

 

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SER PAI DE SANTO*
(autor desconhecido)

Ser Pai de Santo é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas, é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.

Ser Pai de Santo é caminhar na dúvida cheio de certezas, é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

Ser Pai de Santo é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza, é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita, é esperar quando ninguém mais espera.

Ser Pai de Santo é identificar um sorriso triste em uma lágrima falsa, é ser enganado e sempre dar mais uma chance, é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

Ser Pai de Santo é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas, é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

Ser Pai de Santo é construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim construir outros.

Ser Pai de Santo é tentar recuperar o irrecuperável, é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

Ser Pai de Santo é estender a mão a quem ainda não pediu, é doar o que ainda não foi solicitado.

Ser Pai de Santo é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções.

Ser Pai de Santo é ser pai dos filhos dos outros e muitas vezes não ser dos seus, é amar igualmente e nem sempre ser amado.

Ser Pai de Santo é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem, é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos e fincar a bandeira da conquista em meio à derrota.

Ser Pai de Santo é entender as fases da lua por ter suas própria fases. É ser “nova” quando o coração está a espera de filhos de Santo, ser “crescente” quando estes filhos batem a sua porta, ser “cheia” quando já não cabe tantos filhos no Ilê e “minguante” quando muitos desses filhos vão embora cortando seu coração ao meio com injurias e falsas palavras.

Ser Pai de Santo é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficarão esquecidas.

Ser Pai de Santo é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando e doendo.

Ser Pai de Santo é chorar calado as dores de todo mundo e em apenas um segundo estar sorrindo.

Ser Pai de Santo é subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar sozinho.

Ser Pai de Santo é acima de tudo um estado de espírito, é ter dentro de si um grande tesouro escondido chamado FÉ e ainda assim dividi-lo com o mundo, mesmo que o mundo não mereça, sem esperar nada em troca!

* Pai de Santo neste texto se refere a todos os Sacerdotes e Sacerdotisas dos cultos e religiões afro-brasileiras e de matriz africana.

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Nossa homenagem a Ibejada

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Mais um ano de entrega. Agradecemos todos os irmãos que colaboraram para que a festa fosse, mais uma vez, realizada com sucesso. Salves as crianças! Salve Cosme e Damião!

 

“A nossa fé é a nossa cura, para Deus NADA é impossível”

MUDANÇAS NO CALENDÁRIO

INFORMAÇÃO SOBRE A PRÓXIMA GIRA – DIA 10/06/2017 

TODOS CONVOCADOS, MÉDIUNS E ASSISTÊNCIA PARA A GIRA DO PRÓXIMO SÁBADO QUE SERÁ DEDICADA A RECUPERAÇÃO DA SAÚDE DO NOSSO PRESIDENTE EDSON DE CARVALHO COM UMA GRANDE CORRENTE DE MESA.

DEPOIS QUE TODOS PASSAREM PELA MESA HAVERÁ A DISTRIBUIÇÃO DOS PÃES DE SANTO ANTÔNIO.

CONTAMOS COM A COMPREENSÃO DE TODOS

 

NÃO HAVERÁ FOGUEIRA E NEM GIRA DE EXU

 

A vida obedece ao Tempo – Sid Soares

Já parou para pensar que tudo na vida obedece ao Tempo, aos dias e anos, e essa força cronológica que o Universo exerce sobre nós é percebido em nossos cabelos quando ficam brancos, em nosso olhar a cada dia mais cansado, e em nosso corpo que passa a caminhar mais lentamente e por vezes arrastado?

Nossa vida, voz, corpo e órgãos envelhecem, mas e nossas emoções? Que curso tomam na estrada do tempo? Não, elas são a única coisa que não obedecem ao peso dos dias. Apenas as emoçoes e sentimentos perduram firmes e seguras transitando entre nós, dançando conosco todos os dias.

Na verdade, são as emoçoes que nos envelhecem ou nos torna jovens, é o peso das mágoas, do rancor e dos medos, é a insatisfação do que não se fez que empurra para baixo os nossos ombros, porque os braços que não trabalham em compasso com o que sonha o coração e nem com o que imagina a mente, se torna atrofiado para o propósito que foi criado. Assim envelhecem o coração, a mente e também os olhos, já que o objetivo deles é justamente enxergar aquilo que o coração quer e que os braços e as mãos ainda não criaram.

Mas também são as emoções que nos mantém jovens e mais que isso, vivos! Embora os anos, preocupações e dúvidas nos marquem o semblante, é a fé, a coragem e o amor o combustível da vida, são esses sentimentos as horas e os minutos do Tempo, que tem como ponteiros os nossos sonhos.

São as nossas esperanças em realizá-los que mantém ereta nossa coluna, nossos olhos brilhantes e o nosso sorriso farto e simples. Os sonhos podem não ter ainda alcançado as nossas mãos mas quando os temos no coração elas, as nossas mãos não cessam de buscá-los!

Mais textos do autor clic Sid Soares

 

Sarau da Umbanda

No domingo passado, estivemos no 2º Sarau da Umbanda. Nosso Babalorixá, Ivo de Carvalho e o Ogã José Carlos de Oxóssi,  receberam uma homenagem pelo conjunto de sua obra, com destaque para o seu ponto, Brado de Xangô que é conhecido por todo Brasil. Gratidão aos organizadores do evento que contou com a presença de Tião Casemiro, Bia Nascimentos e outros. 

Foi uma tarde muito agradável,  podemos rever  e estar amigos e pessoas que divulgam e professam a nossa fé.

O Sarau tem como finalidade resgatar pontos antigos e apresentar as novas composições.

 

Seguem as fotos.

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Ontem foi dia de fazer caridade – Crianças com Oxalá

Ontem tivemos mais um ano do Natal das crianças de Sepetiba.

Além da tradicional pizza, refrigerante e entrega de presentes,  tivemos, nesta edição, várias oficinas entre elas: xadrez, bijuterias, customização de cadernos e cabides e cup cake. Agradecemos cada um que se empenhou para que a festa ocorresse animada e em paz, embora o calor estivesse de matar. As Crianças adoraram, vejam as fotos!

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A C O N T E C E U

ACONTECEU EM UM TERREIRO

Em um terreiro que iria abrir as suas portas ao público, pela primeira vez.
O chefe daquele terreiro olha pela janela e vê que tem cerca de 30 pessoas esperando para entrar e assistir a gira.
O chefe deste terreiro vai até a porta e a abre, sem sair de lá cumprimenta um a um os consulentes que vão entrando.
Quando ele acaba de cumprimentar a todos, ele entra naquele pequeno recinto e nota que todos ficam parados, olhando para o nada.
Começou a gira o Pai de Santo e mais dois médiuns e um cambono.
Logo baixou os pretos velhos.
Um dos consulentes que lá estava foi falar com a entidade.
Preto-velho não deixei de notar algumas coisas, que não vi aqui.
Por exemplo: Cadê as imagens do seu congá, cadê as velas acesas e a casa não tem ogãs.
E o Preto-velho muito calmo respondeu.
Filho, quando você vai a mata, você vê Oxóssi?
Quando você vai a praia você vê Iemanjá?
Quando você vai a uma pedreira você vê Xangô?
Quando você passa por uma encruzilhada você vê Exu?
E assim ele continuou.
Quando ele acabou as perguntas, ele respondeu certo paizinho, mas nestes campos de força, sentimos as energias dos Orixás.
Aí o Preto-velho respondeu:
É filho se você não estivesse vindo aqui tão preocupado em ver tudo aqui com os seus olhos carnais, mas tivesse enxergado com o seu coração, você iria ver tudo isso e mais a sua entidade que está aí do seu lado.
Que poderia estar agora aqui incorporada ajudando em nossos humildes trabalhos.
Nunca julgue uma casa pelo tamanho, quantidade de médiuns ou pelo tamanho de suas imagens.
Mas preste atenção e sinta a energia que ali circula nos trabalhos realizados.
É na verdadeira simplicidade e humildade que se encontra a verdadeira força das entidades .
Autor desconhecido !

VIDA DE MÉDIUM

VIDA DE MÉDIUM

Então é sábado, ele saiu apressado do escritório. Antes de entrar no carro, recusou o convite para um chopinho com o pessoal de sua repartição. Ouviu uma ou duas gracinhas mas nem se importou, já estava acostumado com aquela situação. Seus amigos não entendiam a tamanha dedicação que ele tinha por sua religião. Chegou em sua casa e foi direto se preparar para o banho, seus pensamentos já estavam todos focados no que aconteceria naquela noite. Passou pelo quintal e pegou uma vasilha com um líquido de ervas dentro. Ele havia preparado no dia anterior, e deixou lá tomando sol e sereno. Seu dirigente lhe dissera que isto potencializava a energia daquele macerado. Banho tomado, líquido com as ervas no corpo derramado, e lá estava ele. Já nem parecia mais o executivo de terno e gravata, celulares e compromissos importantes. Todo de branco, cabelo sem gel e uma felicidade estampada no semblante. Beliscou um pedacinho de pão caseiro que estava sobre a mesa, pois naquela noite não iria jantar. Olhou no relógio como quem calcula minuto por minuto para não se atrasar. Coração já começara a bater mais forte, pois a semana inteira esperou por este dia. Voltou ao quintal e entrou em algo que parecia um quartinho. No local, em cima de algumas prateleiras forradas com toalhas brancas, imagens, pedras, velas, incensos e um curioso bem estar. Acendeu uma vela branca bem ao centro, fez suas orações pedindo à espiritualidade que lhe acompanhasse. Olhou para a imagem de um índio que estava na prateleira ao lado, e, em silêncio, como quem fala com o olhar, pediu para ele também lhe acompanhar. Bateu a cabeça naquele altar, respirou fundo e sentiu as batidas de seu coração aumentar. Logo já estava lá, uma casa simples, porém, muito bem organizada. Na entrada se curvou como quem cumprimenta alguém. Abraçou seus amigos, pediu a benção para um senhor, guardou uma mochila que trazia com ele. Bateu a cabeça em algo muito parecido com o altar que ele tinha em sua casa, mas bem maior. Posicionou-se como que fazendo parte de um círculo de pessoas. Todos em silêncio, em oração. Estava ele em uma corrente de irmãos. Fora da corrente, pessoas se acomodavam em bancos. Novos, velhos, pobres, ricos, brancos, pretos e amarelos. Não havia distinção. Todos seriam atendidos naquela noite. O toque do tambor demonstra que está começando a reunião. Reunião de pessoas encarnadas e desencarnadas, em nome do amor. Uma lata perfurada, com ervas sobre a brasa, é passada de um lado para outro. Nesta hora seu coração ficou sereno. Não está mais ansioso, está entregue de corpo, alma e pensamento. Pedindo a Deus que faça dele seu instrumento. Mais adiante, depois de algumas canções e palmas, ouve-se uma letra que fala das matas, dos nativos da floresta. Seu pensamento se volta até a imagem do índio com quem trocou olhares em sua casa. Sente então uma presença ao lado, e mesmo sem nada ver, sabe que é ele que está ali. Sabe que ele lhe escutou, atendeu seu pedido e lhe acompanhou. Nesse momento seu coração novamente disparou. Toda a espera da semana, as preparações que antecederam este momento e a recusa do chopinho com o pessoal do seu departamento. Seu mentor unido a ele espiritualmente para mais uma noite de caridade, mais uma noite cumprindo sua missão. Mais uma noite na vida de um médium de coração.

“A VIDA NOS FEZ UMBANDISTAS, E NÓS FIZEMOS DA UMBANDA A NOSSA VIDA!”

Dia do Cambono ou Cambone

Cambono

Pai João de Aruanda


Dia do cambone – 27 de maio
Ser médium cambone é ter o prazer de servir com humildade.
É ter as bençãos de aprender a cada trabalho.
É ter a proteção e o carinho das entidades que servimos.
É ter a alegria de receber um colo de Preto-Velho, um abraço de um Caboclo, um “a bença tia” de uma Criança, uma dança com um Baiano, uma palavra séria e amiga de um Exú e aprender com eles tudo que for possível sempre.
Ser cambone também é escrever rápido!!!
Cambone é uma das atividades exercidas nos terreiros de Umbanda que merece uma atenção muito especial, dada a sua importância como auxiliar das entidades, dos médiuns e dos dirigentes do Terreiro.
Como auxiliar das entidades, cabe ao cambone ser o interprete da mensagem entre a entidade e o consulente, além de um defensor da entidade e da integridade física do médium. Cabe a ele cuidar do material da entidade, orientar o que acontece em sua volta e também ajudar o entendimento do consulente, pois a linguagem do espírito nem sempre é entendida, mas ao cambone fica claro já pela sua intimidade com o comportamento do espírito que ele serve.
Por outro lado a posição do cambone nem sempre é confortável pois algumas vezes cabe a ele fiscalizar também o comportamento da entidade que, se por uma razão ou outra, fugir da normalidade deve imediatamente avisar a direção do terreiro. O limite da intimidade do consulente com o espírito ou o médium deve ser fiscalizado pelo cambone para evitar mal entendidos e desajustes de informações. Finalmente ao cambone é dada uma oportunidade especial de conhecer mais a Umbanda e a forma das entidades trabalharem porque seu contato é direto. Como o cambone tem como obrigação ouvir o que o espírito ouve e fala, seu conhecimento, em cada consulta, aumenta consideravelmente.
Todo médium deveria começar na Umbanda como cambone e desempenhar com muita atenção esse papel durante o tempo de seu desenvolvimento pois essa pratica terá uma importância direta no seu comportamento como médium.
Parabéns aos Cambones pelo seu dia e muito obrigada por sua dedicação a nossa querida Umbanda!!!

Para saber mais sobre o Cambono veja o vídeo do Átila Nunes abaixo