História de um Preto-velho

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Texto retirado da página do facebook: Em Defesa da Umbanda

Tudo começou na pequena Paranapiacaba, uma vila pitoresca, com arquitetura e clima que lembra as cidades inglesas do século XIX e destinada à moradia dos trabalhadores da Rede Ferroviária Federal.

As casas – algumas mais simples (onde moravam os trabalhadores mais humildes), outras mais requintadas (que abrigavam os engenheiros da ferrovia, os verdadeiros mandatários da empresa) – eram de madeira, pintadas de um tom entre o vermelho e o marrom, enquanto as de alvenaria, mais simples, eram pintadas de cal com um pigmento amarelo.

Parece que esses detalhes imprimiam um aspecto ainda mais melancólico ao local.

Mas a casa onde dona Lidia morava não se encaixava em nenhum desses quesitos.

Era uma casa extremamente humilde, de madeira, já bem úmida e surrada pelo tempo, a última casa da rua abrigava a boa senhora, o marido e o casal de filhos.

Os fundos do quintal davam para a mata fechada, que era bela, mas trazia alguns problemas, tais como a invasão de animais indesejados (cobras, morcegos, sapos), além de causar uma sensação de insegurança bastante justificável – tipos suspeitos costumavam se esgueirar por aquele local, sabe-se lá com qual finalidade.

Tudo isso deixava dona Lidia apreensiva, pois seu marido, seu Sergio, saía para trabalhar antes do amanhecer e só voltava ao cair da tarde.

Isso a fazia sentir-se refém da situação, junto aos filhos, durante todo o dia.

Em uma triste ocasião, um vizinho maldoso tentou arrastar a filha do casal para o matagal, com as piores intenções.

Só não conseguiu seu intento porque outros moradores perceberam o movimento e agiram a tempo.

A vila era pequena e existiam algumas casas, melhor localizadas, que estavam desocupadas.

Dona Lidia sempre pedia ao marido que solicitasse junto à sua chefia uma outra moradia, mas ele sempre retornava dizendo que o pedido havia sido negado.

Numa atitude de desespero, sem que o marido soubesse, ela pegou os dois filhos e foi São Paulo, tentar conversar com o superintendente da RFFSA.

Após horas de cansativa espera foi atendida. O engenheiro a recebeu bem, ouviu a sua história, mas cordialmente disse que não atenderia o seu pedido.

Explicou que seu Sergio era um excelente profissional e dentro da empresa somente ele dominava a técnica de desenhar manualmente (naquela época era assim) as letras que identificavam os vagões. 
No entanto, por ser consciente disso, era um tanto abusado em seu comportamento.

Desrespeitava a hierarquia da empresa, não cumpria corretamente seu horário de trabalho, brigava, discutia com os superiores, enfim, era bom no que fazia, mas não era merecedor de privilégios devido ao mau comportamento.

Dona Lidia foi embora arrasada, deprimida.

Precisava sair daquela casa a qualquer custo.

Sentia um nó na garganta, mas segurou o choro para não abalar as crianças.

Resolveu então visitar uma cunhada que morava ali perto, a fim de desabafar um pouco.

Chegando lá, falou sobre sua angústia e a cunhada, percebendo que ela não estava bem, convidou-a a ir até uma vizinha que era benzedeira.

Lá chegando foram prontamente atendidas e a senhora incorporou uma entidade que se identificou como o preto velho Pai João Benedito.

O bom espírito deu um passe em dona Lidia e seus filhos e, depois de falar palavras de conforto, disse:

“A fia pode ficar sossegada, esse preto velho vai ajudar a fia a conseguir o que precisa”.

Dona Lidia voltou para casa mais leve, já conformada em ter que viver naquela casa velha, úmida e sem segurança.

Mas ao menos sentia que estava protegida espiritualmente.

Algum tempo se passou e a conversa com o preto velho já estava caindo no esquecimento, afinal, como um espírito de um escravo poderia interferir na mudança de uma casa?
.
Uma noite, seu Sergio adormeceu assistindo à TV junto com a filha no sofá da sala.

Dona Lidia cansada do trabalho diário, foi para a cama e colocou o filho mais novo na cama (a casa era tão pequena que todos dormiam no mesmo quarto).

Quando estava quase adormecendo ouviu barulho vindo da janela do quarto.

Seu medo foi tamanho, que ficou paralisada: não conseguia se mover ou gritar pelo marido.

Seu medo aumentou quando lembrou que a cama em que o filho pequeno dormia ficava logo abaixo da janela.

Ainda paralisada e apavorada percebeu a janela se mexer e viu que lentamente alguém a levantava.

Em poucos minutos o ladrão estaria dentro do quarto e, pior que isso, poderia fazer o pequeno menino de refém.

Os poucos segundos pareceram uma eternidade.

Quando enfim a janela estava aberta, um homem negro, de cabelos levemente grisalhos enfiou a cabeça pela janela e olhou diretamente nos olhos de dona Lidia.

Foi nesse instante que ela saiu daquele torpor e conseguiu gritar por socorro. Seu marido acordou assustado e veio correndo.

Nisso o negro soltou a janela, que desceu com violência, quebrando todos os vidros, e sumiu no mato.

A polícia foi chamada e vasculhou todo o matagal sem encontrar qualquer indício do invasor.

A janela mostrava os sinais de arrombamento e, felizmente, os cacos de vidro não causaram sequer um arranhão no pequeno menino que fora atingido pelos estilhaços.

Se tratando de uma vila pequena, o caso se tornou conhecido de todos os moradores.

Todos comentavam sobre a casa no matagal, que expunha seus moradores aos mais diversos riscos.

Diante da situação, os mandatários da RFFSA ficaram preocupados, pois se algo mais grave acontecesse, especialmente às crianças, eles poderiam ser responsabilizados.

Trataram então de ceder uma nova moradia à dona Lidia e sua família, num local mais tranquilo e seguro de Paranapiacaba.

A casa velha e úmida foi demolida. Ninguém mais sofreria nela.
A mudança foi feita. Na nova casa dona Lidia iniciou uma nova vida, mais tranquila e feliz.

Algum tempo depois visitou a cunhada e novamente foi convidada a “tomar um passe” com aquela mesma benzedeira, que de novo incorporou a doce figura de Pai João Benedito.

Após breve conversa, o velhinho perguntou a dona Lidia:
-“A fia está feliz na casa nova?”

Ela respondeu que sim e começou a relatar o ocorrido, quando tentaram invadir a casa, porém foi interrompida pelo preto velho, que disse:

“-Não precisa contar, não fia… eu sei o que aconteceu. 
Quem levantou aquela janela não foi um ladrão e nem alguém que queria fazer mal para você e sua família.

Fui eu que estive lá.

Com a confusão que causei os homens que mandam acharam melhor dar uma casa nova para a fia morar”.
Dona Lidia ficou sem palavras, então o preto velho continuou, dizendo que a acompanharia e sempre que precisasse, para chamar pelo seu nome.

Pediu também que ela não esquecesse de colocar um cafezinho para ele todos os dias. 
Assim ela fez até o último dia de sua vida.

O filho de dona Lidia, depois de adulto, iniciou-se na Umbanda.

Aos poucos foi desenvolvendo sua mediunidade e recebendo suas entidades.

Quando o seu preto velho se manifestou pela primeira vez, perguntaram seu nome, ao que prontamente ele respondeu:
Sou Pai João Benedito, um nêgo veio que trabalha humildemente na Umbanda.

Acompanho esse cavalo desde que ele era um cabritinho.

A mãe dele foi sempre grata e fiel a mim, nunca se esquecendo de me oferecer um cafezinho num cantinho discreto da sua casa.

Agora eu vim para dar continuidade ao meu trabalho de caridade através desse menino, que eu conheço tão bem e que tantas vezes já orientei e protegi sem que ele nem percebesse.

Assim é a Umbanda: usa de meios que num primeiro momento não entendemos, usa métodos que até duvidamos, mas que sempre objetivam o nosso bem.

Assim são os pretos velhos: trabalham discretamente, de maneira sábia e humilde, sem pedir nada em troca, no máximo um cafezinho, que serve mais para reavivar nossa fé do que para qualquer outra coisa.

Salve Pai João Benedito.
Adorei as almas.

Fonte:Casa da Vovó Maria Rosa
Douglas Fersan

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COMO SABER SE O TERREIRO DE UMBANDA É SÉRIO?

A primeira coisa que todos nós devemos saber é: nenhum terreiro é perfeito, todos eles possuem suas qualidades e defeitos pois trata-se de ambientes compostos por uma comunidade de pessoas, que como todo ser humano possui falhas, são imperfeitas. Portanto, se o seu terreiro não possui algum dos sinais que estão apontados neste artigo, não quer dizer que ele não seja de confiança, esses são apenas indícios de boas condutas dentro do terreno sagrado da Umbanda.

6 SINAIS QUE NOS DÃO CONFIANÇA DENTRO DO TERREIRO

1 – BOAS ENERGIAS

Um terreiro de Umbanda é um local sagrado, onde pessoas que se reúnem para elevar-se espiritualmente. Muitas pessoas, por falta de conhecimento ou informações pré-concebidas, acabam tendo medo do terreiro. Mas com o tempo e o conhecimento do local acabam perdendo esse medo ao se sentir à vontade, num local com boas energias.

Quando um terreiro tem más energias, você costuma sentir aperto no peito, sensação de sufocamento e sai de lá sentindo a cabeça pesada. Se você não sente nenhum desses sintomas no terreiro e, ao contrário, sente boas energias, já é um ótimo sinal.

2 – A CONDUTA DAS PESSOAS

Ao frequentar, preste atenção no comportamento das pessoas no terreiro, do dirigente até a assistência. Se você percebe uma sintonia entre todos, harmonia e paz dentro do local é um bom sinal. O terreiro não é lugar de deboche, de fofocas ou de risadinhas fora de hora. Se na hora da gira perceber alguns sinais como esses, pode significar falta de compromisso por parte das pessoas que estão lá. Mas cuidado com o pré-julgamento, esse tipo de comportamento pode partir de apenas alguns frequentadores e não simbolizar o terreiro como um todo. Os dirigentes devem chamar a atenção de quem pratica ações que não respeitam o terreiro, se perceber que eles procuram evitar essas ações e trazer a harmonia pro local é sinal que a casa é séria.

3 – O COMPORTAMENTO DAS ENTIDADES INCORPORADAS

Preste atenção na forma como as entidades incorporadas agem. A Umbanda possui diversas linhas e práticas diferentes, em algumas delas é natural que as Pombagiras e os Exus façam uso de álcool, cigarros e gostem de gargalhar e esbanjar sensualidade. Mas se o comportamento é excessivo, com presença constante de abuso do álcool ou mesmo sexo explícito, não é um bom sinal. Para saber identificar se existem ou não abusos no comportamento das entidades incorporadas, o melhor é estudar sobre elas e entender sobre os seus comportamentos. Outra boa dica é avaliar se os conselhos emitidos pelos guias transmitem mensagens positivas de paz para o consulente.

4 – A HARMONIA

A curimba é um elemento essencial em um Terreiro de Umbanda. Se no terreiro a curimba toca os instrumentos de forma harmoniosa, ensaiada, afinada é um excelente sinal, pois demonstra respeito e dedicação aos guias e rituais. Pode ser que algum membro da curimba esteja ainda aprendendo a tocar os instrumentos e podem desandar a harmonia dos pontos, isso é natural, ninguém nasce sabendo. Mas esse aprendiz deve ter alguém acompanhando e ensinando como é se faz, isso sim é um bom sinal.

5 – A LETRA DOS PONTOS

A letra dos pontos diz muito sobre as práticas realizadas no local. Os pontos de Umbanda devem transmitir mensagens de paz, de harmonia, de amor. Se as letras fizerem referências malignas, lembrando diabo, satanás ou outras figuras negativas, fique atento. Pode ser que o terreiro trabalhe com algum sincretismo com o diabo da Igreja, já que esses seres não fazem parte do Universo Umbandista. Se não se sentir bem com os pontos, pergunte a algum dirigente sobre a presença dessas referências negativas, se existe o sincretismo. Se não houver, pode não ser um bom sinal, pois os pontos devem trazer elevação espiritual aos freqüentadores e não medo.

6 – ATENÇÃO AO BABALORIXÁ/YALORIXÁ

Essa dica é muito delicada porque depende muito da conduta e da linguagem utilizada pelo Babalorixá/Yalorixá em questão. Se você perceber que ele enfatiza muito o preço da consulta, indica que você realize inúmeros trabalhos para afastar coisas da sua vida e faz promessas de milagres e resultados rápidos, é melhor desconfiar. Essas promessas costuma aparecem quando o assunto é amor ou saúde. Todo trabalho realizado no terreiro é baseado na força da fé e não em promessas.

 

Texto retirado da página do facebook do CESAP –  Centro Espírita Santo Antônio de Padua

Retorno das atividades mediúnicas

Depois das nossas férias anuais e do mutirão de pintura da nossa casa,  a Tenda Espírita Pai Mané de Aruanda retoma as suas atividades mediúnicas no próximo sábado dia 10 de março, a sessão será de Mesa, pois também aproveitaremos a ocasião para fazermos a prece de falecimento de Wellington José Dias que nos deixou recentemente.

Esperamos os amigos

Dia: 10/03/2018

Horário: 18h

Sessão: Mesa

Local: Tenda Espírita Pai Mané de Aruanda – Estrada Velha do Piaí, 580 – Sepetiba

7 coisas que você só descobre depois de se tornar Umbandista

1 – Usar branco não é fácil.

Pode parecer que é fácil, mas não é. 
Essa cor traz uma responsabilidade enorme. Você terá que aprender a vigiar seus atos, zelar pelo seu espiritual e entender que há irmãos que precisam, naquele momento, mais do que você. Então, você trocará festas, shows, amigos, bebidas e um dia de descanso, para se doar algumas horas para uma pessoa que você nunca viu e provavelmente nunca mais vai ver, mas posso te garantir, vale a pena.

2 – Você é um médium 24 horas por dia e não só no terreiro.

Não adianta você se enganar dizendo que é médium só no terreiro porque você não é. A mediunidade faz parte de você, sempre fez, e isso não vai mudar. Aos poucos você vai descobrir isso e entender que a espiritualidade não é culpada pela sua colheita. Eles te mostram um caminho, mas você tem um livre arbítrio e realiza suas próprias escolhas. Você planta, você colhe.

3 – As entidades não estão ali de brincadeira.

Nenhuma entidade está ali de brincadeira. Todas elas, sem exceção, estão ali para trabalhar, ensinar e também aprender, por isso, ouça-os com atenção e trate-os com muito carinho e respeito.

4 – Exu é uma entidade de Lei.

Você vai entender que Exu não esta ali para brincar, beber, fumar, dar em cima de alguém ou amarrar uma pessoa. Não. Eles não são assim. Exus e Pombo Giras são entidades que trabalham nos planos inferiores sob a Lei do Pai Maior. São eles que nos protegem na entrada, na saída e nas encruzilhadas dessa vida. Alguns são brincalhões outros mais firmes, mas todos carregam consigo a seriedade em seu trabalho, se utilizando somente da energia da bebida e do fumo, nada mais. E se for preciso Exu trabalhar sem a bebida ou o fumo, ele trabalhará, sem dúvidas.

5 – É preciso ajudar e não só participar.

Ser médium e fazer parte de um terreiro não é só chegar no dia da Gira e fazer seu trabalho. Não. Não é assim. 
O chão que você encontrou limpo, alguém limpou. A vela que você usou, alguém comprou. O banho que você tomou, alguém macerou. O local que você está, a luz que você utiliza e a água que você bebe, alguém pagou. Então, ajude… 
Ajude a limpar quando puder, leve o seu material de trabalho e, toda vez que possível, auxilie na compra daquilo que falta na Casa, colabore com o que conseguir para a manutenção do aluguel, da água e da luz. Não. Isso não é sua obrigação, eu sei, mas também não é minha e nem do Dirigente que ali se encontra. A obrigação é nossa. Nós temos que manter e cuidar do lugar onde nossa espiritualidade escolheu para trabalhar.

6 – Cansa.

Isso eu preciso te falar: Irmão, cansa. Existe um antes, durante e depois, vou explicar:
ANTES de todo e qualquer trabalho, o terreiro precisa ser limpo da maneira correta e as firmezas precisam ser devidamente cuidadas.  Você precisará se alimentar de maneira correta, tomar seu banho de defesa, acender suas velas e se direcionar ao terreiro, algumas horas antes do inicio dos trabalhos, para ajudar, tentando permanecer sempre em silêncio.
DURANTE todo e qualquer trabalho, você estará fornecendo e recebendo energias, então, é importante que o processo do ANTES tenha sido cumprido com rigor. Se você for médium de passe, lidará diretamente com energias. Se você for cambono, também lidará diretamente com energias, por isso, em todos os casos e cargos, é importante manter a firmeza.
DEPOIS de todo e qualquer trabalho, é preciso deixar o ambiente limpo de novo, então, pegue a vassoura, a pá, a esponja e mãos a obra. Dia seguinte você com certeza estará com o corpo dolorido, entretanto, digo mais uma vez a você: vale a pena.

7 – Você vai se apaixonar.

Independentemente dos 6 itens acima, você vai se apaixonar. Seja você um cambono, um médium de passe, um médium em desenvolvimento, um futuro sacerdote ou um simples consulente, esteja você na corrente ou na assistência, você vai se apaixonar por essa religião e nada, NADA, vai pagar a sensação de paz que vai te invadir ao receber um abraço sincero de alguém que você nunca viu, ao ver um sorriso no rosto de quem chegou chorando, ao ouvir o mais simples e sincero “obrigado”… Nada vai pagar.

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Nossa homenagem a Ibejada

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Mais um ano de entrega. Agradecemos todos os irmãos que colaboraram para que a festa fosse, mais uma vez, realizada com sucesso. Salves as crianças! Salve Cosme e Damião!

 

Salve Cosme e Damião

Hoje é dia de Cosme e Damião, ficou definido, na ALERJ, como patrimônio imaterial da cidade do Rio de Janeiro, uma conquista muito emblemática nesse momento, principalmente para as religiões de matrizes africana.

Como diria meu amigo Wallace Lopez – Salve as Criança!

Eu digo Salvem as Crianças do/da:

Extermínio
Abandono
Estupro
Abuso
Desprespeito
Trabalho escravo
Desmando 
Adulto 
Consumo
Violência verbal, emocional e física dentro e fora de casa
Pobreza
Opressão
Dor
Baixa autoestima
Violação dos seus direitos
Drogas
DST,s

Nenhuma criança merece passar por isso. Que nossas crianças espirituais, Tonico, Mariazinha, Pedrinho, Tiãozinho, Jussara, Joaninha, possam de onde estiverem, proteger e guardar nossas crianças terrenas.

Salve Cosme e Damião
Salve toda Ibeijada

Salvem as crianças!

 

Cinco tarefas das equipes de desligamento para a morte

Um texto bem fácil para entendermos o processo de desligamento do espírito na hora  do seu desencarne.

 

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Somente alguns espíritos encarnados têm a capacidade de auto desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico. A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados “vibratoriamente” ao planeta. Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando.
Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de “completo”, eles realizam as seguintes tarefas:

1 – PREPARAÇÃO

O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos.
2 – PROTEÇÃO

Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em “vampirizar” os recém-desencarnados. A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.

3 – ENCAMINHAMENTO 

Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual ou, infelizmente, largados ao léu, isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, devido a grandes débitos ou apego em que se encontra. Ninguém pode ser levado para planos superiores do Astral sem estar preparado.4 – CORTANDO OS LAÇOS

É comum a presença de espírito amigo ou familiar da última encarnação durante o desligamento. A maior parte dos espíritos de nível “médio” de evolução se mantém mais ou menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e evolução). Por isso a presença da mãe, filho(a), irmã(o), etc, tranquiliza o espírito em processo de desencarnação.

5 – O ROMPIMENTO DO CORDÃO DE PRATA

A grande maioria dos espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligada de alguma forma à matéria física, seja por amor à família, aos bens, preocupações com os que vão deixar, etc. Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos casos) após algum tempo.

No livro Voltei e Obreiros da Vida Eterna (ambos de Francisco Candido Xavier) os espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente.

O tamanho das equipes é variado e geralmente organizado para amparar grupos de espíritos que desencarnarão em um período específico. Junto a equipe de desligamento encontram-se os amigos espirituais dessa ou de outras vidas, os familiares, os amigos espirituais de trabalho (no caso de médiuns), etc .

Não tenha medo de morrer. É voltar pra casa.

A vida obedece ao Tempo – Sid Soares

Já parou para pensar que tudo na vida obedece ao Tempo, aos dias e anos, e essa força cronológica que o Universo exerce sobre nós é percebido em nossos cabelos quando ficam brancos, em nosso olhar a cada dia mais cansado, e em nosso corpo que passa a caminhar mais lentamente e por vezes arrastado?

Nossa vida, voz, corpo e órgãos envelhecem, mas e nossas emoções? Que curso tomam na estrada do tempo? Não, elas são a única coisa que não obedecem ao peso dos dias. Apenas as emoçoes e sentimentos perduram firmes e seguras transitando entre nós, dançando conosco todos os dias.

Na verdade, são as emoçoes que nos envelhecem ou nos torna jovens, é o peso das mágoas, do rancor e dos medos, é a insatisfação do que não se fez que empurra para baixo os nossos ombros, porque os braços que não trabalham em compasso com o que sonha o coração e nem com o que imagina a mente, se torna atrofiado para o propósito que foi criado. Assim envelhecem o coração, a mente e também os olhos, já que o objetivo deles é justamente enxergar aquilo que o coração quer e que os braços e as mãos ainda não criaram.

Mas também são as emoções que nos mantém jovens e mais que isso, vivos! Embora os anos, preocupações e dúvidas nos marquem o semblante, é a fé, a coragem e o amor o combustível da vida, são esses sentimentos as horas e os minutos do Tempo, que tem como ponteiros os nossos sonhos.

São as nossas esperanças em realizá-los que mantém ereta nossa coluna, nossos olhos brilhantes e o nosso sorriso farto e simples. Os sonhos podem não ter ainda alcançado as nossas mãos mas quando os temos no coração elas, as nossas mãos não cessam de buscá-los!

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