7 coisas que você só descobre depois de se tornar Umbandista

1 – Usar branco não é fácil.

Pode parecer que é fácil, mas não é. 
Essa cor traz uma responsabilidade enorme. Você terá que aprender a vigiar seus atos, zelar pelo seu espiritual e entender que há irmãos que precisam, naquele momento, mais do que você. Então, você trocará festas, shows, amigos, bebidas e um dia de descanso, para se doar algumas horas para uma pessoa que você nunca viu e provavelmente nunca mais vai ver, mas posso te garantir, vale a pena.

2 – Você é um médium 24 horas por dia e não só no terreiro.

Não adianta você se enganar dizendo que é médium só no terreiro porque você não é. A mediunidade faz parte de você, sempre fez, e isso não vai mudar. Aos poucos você vai descobrir isso e entender que a espiritualidade não é culpada pela sua colheita. Eles te mostram um caminho, mas você tem um livre arbítrio e realiza suas próprias escolhas. Você planta, você colhe.

3 – As entidades não estão ali de brincadeira.

Nenhuma entidade está ali de brincadeira. Todas elas, sem exceção, estão ali para trabalhar, ensinar e também aprender, por isso, ouça-os com atenção e trate-os com muito carinho e respeito.

4 – Exu é uma entidade de Lei.

Você vai entender que Exu não esta ali para brincar, beber, fumar, dar em cima de alguém ou amarrar uma pessoa. Não. Eles não são assim. Exus e Pombo Giras são entidades que trabalham nos planos inferiores sob a Lei do Pai Maior. São eles que nos protegem na entrada, na saída e nas encruzilhadas dessa vida. Alguns são brincalhões outros mais firmes, mas todos carregam consigo a seriedade em seu trabalho, se utilizando somente da energia da bebida e do fumo, nada mais. E se for preciso Exu trabalhar sem a bebida ou o fumo, ele trabalhará, sem dúvidas.

5 – É preciso ajudar e não só participar.

Ser médium e fazer parte de um terreiro não é só chegar no dia da Gira e fazer seu trabalho. Não. Não é assim. 
O chão que você encontrou limpo, alguém limpou. A vela que você usou, alguém comprou. O banho que você tomou, alguém macerou. O local que você está, a luz que você utiliza e a água que você bebe, alguém pagou. Então, ajude… 
Ajude a limpar quando puder, leve o seu material de trabalho e, toda vez que possível, auxilie na compra daquilo que falta na Casa, colabore com o que conseguir para a manutenção do aluguel, da água e da luz. Não. Isso não é sua obrigação, eu sei, mas também não é minha e nem do Dirigente que ali se encontra. A obrigação é nossa. Nós temos que manter e cuidar do lugar onde nossa espiritualidade escolheu para trabalhar.

6 – Cansa.

Isso eu preciso te falar: Irmão, cansa. Existe um antes, durante e depois, vou explicar:
ANTES de todo e qualquer trabalho, o terreiro precisa ser limpo da maneira correta e as firmezas precisam ser devidamente cuidadas.  Você precisará se alimentar de maneira correta, tomar seu banho de defesa, acender suas velas e se direcionar ao terreiro, algumas horas antes do inicio dos trabalhos, para ajudar, tentando permanecer sempre em silêncio.
DURANTE todo e qualquer trabalho, você estará fornecendo e recebendo energias, então, é importante que o processo do ANTES tenha sido cumprido com rigor. Se você for médium de passe, lidará diretamente com energias. Se você for cambono, também lidará diretamente com energias, por isso, em todos os casos e cargos, é importante manter a firmeza.
DEPOIS de todo e qualquer trabalho, é preciso deixar o ambiente limpo de novo, então, pegue a vassoura, a pá, a esponja e mãos a obra. Dia seguinte você com certeza estará com o corpo dolorido, entretanto, digo mais uma vez a você: vale a pena.

7 – Você vai se apaixonar.

Independentemente dos 6 itens acima, você vai se apaixonar. Seja você um cambono, um médium de passe, um médium em desenvolvimento, um futuro sacerdote ou um simples consulente, esteja você na corrente ou na assistência, você vai se apaixonar por essa religião e nada, NADA, vai pagar a sensação de paz que vai te invadir ao receber um abraço sincero de alguém que você nunca viu, ao ver um sorriso no rosto de quem chegou chorando, ao ouvir o mais simples e sincero “obrigado”… Nada vai pagar.

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Nossa homenagem a Ibejada

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Mais um ano de entrega. Agradecemos todos os irmãos que colaboraram para que a festa fosse, mais uma vez, realizada com sucesso. Salves as crianças! Salve Cosme e Damião!

 

Salve Cosme e Damião

Hoje é dia de Cosme e Damião, ficou definido, na ALERJ, como patrimônio imaterial da cidade do Rio de Janeiro, uma conquista muito emblemática nesse momento, principalmente para as religiões de matrizes africana.

Como diria meu amigo Wallace Lopez – Salve as Criança!

Eu digo Salvem as Crianças do/da:

Extermínio
Abandono
Estupro
Abuso
Desprespeito
Trabalho escravo
Desmando 
Adulto 
Consumo
Violência verbal, emocional e física dentro e fora de casa
Pobreza
Opressão
Dor
Baixa autoestima
Violação dos seus direitos
Drogas
DST,s

Nenhuma criança merece passar por isso. Que nossas crianças espirituais, Tonico, Mariazinha, Pedrinho, Tiãozinho, Jussara, Joaninha, possam de onde estiverem, proteger e guardar nossas crianças terrenas.

Salve Cosme e Damião
Salve toda Ibeijada

Salvem as crianças!

 

Cinco tarefas das equipes de desligamento para a morte

Um texto bem fácil para entendermos o processo de desligamento do espírito na hora  do seu desencarne.

 

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Somente alguns espíritos encarnados têm a capacidade de auto desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico. A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados “vibratoriamente” ao planeta. Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando.
Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de “completo”, eles realizam as seguintes tarefas:

1 – PREPARAÇÃO

O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos.
2 – PROTEÇÃO

Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em “vampirizar” os recém-desencarnados. A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.

3 – ENCAMINHAMENTO 

Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual ou, infelizmente, largados ao léu, isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, devido a grandes débitos ou apego em que se encontra. Ninguém pode ser levado para planos superiores do Astral sem estar preparado.4 – CORTANDO OS LAÇOS

É comum a presença de espírito amigo ou familiar da última encarnação durante o desligamento. A maior parte dos espíritos de nível “médio” de evolução se mantém mais ou menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e evolução). Por isso a presença da mãe, filho(a), irmã(o), etc, tranquiliza o espírito em processo de desencarnação.

5 – O ROMPIMENTO DO CORDÃO DE PRATA

A grande maioria dos espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligada de alguma forma à matéria física, seja por amor à família, aos bens, preocupações com os que vão deixar, etc. Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos casos) após algum tempo.

No livro Voltei e Obreiros da Vida Eterna (ambos de Francisco Candido Xavier) os espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente.

O tamanho das equipes é variado e geralmente organizado para amparar grupos de espíritos que desencarnarão em um período específico. Junto a equipe de desligamento encontram-se os amigos espirituais dessa ou de outras vidas, os familiares, os amigos espirituais de trabalho (no caso de médiuns), etc .

Não tenha medo de morrer. É voltar pra casa.

A vida obedece ao Tempo – Sid Soares

Já parou para pensar que tudo na vida obedece ao Tempo, aos dias e anos, e essa força cronológica que o Universo exerce sobre nós é percebido em nossos cabelos quando ficam brancos, em nosso olhar a cada dia mais cansado, e em nosso corpo que passa a caminhar mais lentamente e por vezes arrastado?

Nossa vida, voz, corpo e órgãos envelhecem, mas e nossas emoções? Que curso tomam na estrada do tempo? Não, elas são a única coisa que não obedecem ao peso dos dias. Apenas as emoçoes e sentimentos perduram firmes e seguras transitando entre nós, dançando conosco todos os dias.

Na verdade, são as emoçoes que nos envelhecem ou nos torna jovens, é o peso das mágoas, do rancor e dos medos, é a insatisfação do que não se fez que empurra para baixo os nossos ombros, porque os braços que não trabalham em compasso com o que sonha o coração e nem com o que imagina a mente, se torna atrofiado para o propósito que foi criado. Assim envelhecem o coração, a mente e também os olhos, já que o objetivo deles é justamente enxergar aquilo que o coração quer e que os braços e as mãos ainda não criaram.

Mas também são as emoções que nos mantém jovens e mais que isso, vivos! Embora os anos, preocupações e dúvidas nos marquem o semblante, é a fé, a coragem e o amor o combustível da vida, são esses sentimentos as horas e os minutos do Tempo, que tem como ponteiros os nossos sonhos.

São as nossas esperanças em realizá-los que mantém ereta nossa coluna, nossos olhos brilhantes e o nosso sorriso farto e simples. Os sonhos podem não ter ainda alcançado as nossas mãos mas quando os temos no coração elas, as nossas mãos não cessam de buscá-los!

Mais textos do autor clic Sid Soares

 

Sonhos – Sid Soares

Texto bom deve sempre ser compartilhado.

Ter sonhos, vontade de criar, de construir é o que nos move e nos faz sempre recomeçar. O sonho é ferramenta divina nos impulsionando às conquistas e realizações dentro de nosso merecimento e trabalho.

Um coração sem sonhos é um coração adoecido pelo cansaço de desencontros emocionais ou de decepções e como uma terra seca e árida fica o daquele que não sonha ou que não vislumbra horizontes e não há vida sem sonhos.

A água é o elemento principal da vida e das emoções, pois uma emoção bem trabalhada deve como a água, fluir e seguir seu curso. Ao termos uma emoção mal direcionada a mesma fica estagnada, água parada e suja!

Geradora da vida a água é a própria essência de mãe Iemanjá. Essa mãe Orixá é o útero divino, é quem sustenta a vida e quem ampara cada um de nós no momento do nascimento. Como cantamos, ela é geradora de tudo o que há, mas a geração só pode ocorrer quando há condições favoráveis para isso.

Uma semente depende de terra boa para germinar, e seguindo esse entendimento a terra seria nossa divina mãe Obá, Orixá da maturidade e do entendimento e que é a própria força telúrica, a segurança da terra firme. Apenas quando entendermos com segurança que a vida que nos foi dada tem o propósito sim de nos melhorar, mas que também nos foi dada para vivermos com plenitude, os sonhos voltarão a germinar e crescer.

Toda benção, todo presente divino depende de nosso entendimento em como receber e em como usufruir dessa benção!

Nossas sementes ficam sempre lá guardadas, como ovos no ninho de mãe Oxum, mesmo com a terra ressequida. Mas se o coração estiver maduro e consciente de que bate para ser feliz, as águas de nossa mãe por certo irão molhar essa terra e fazer germinar aquilo que sonhamos!

Sid Soares

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Foto: Sylvia Arcuri Pátio interno do Hospital Psiquiátrico Pedro II Engenho de Dentro