Iemanjá – A rainha

Sincretismo na Umbanda – Nossa Senhora da Glória

Vibração Original de Yemanjá

Conceito: o termo sagrado YEMANJÁ primitivamente era Yemanyarth. Muito mais tarde foi fonetizado como Yemanjá. Mais recentemente outros povos, inclusive os africanos ocidentais, fonetizaram esse termo sagrado como YEOMOEJÁ. Traduzindo esses termos segundo a Coroa da Palavra, através do alfabeto Adâmico, teríamos:

YEMANYARTH  –  POTÊNCIA GERADORAS DAS ALMAS

YEMOEJÁ – YE – MÃE; OMO – FILHO; EJÁ – PEIXE. “MÃE CUJOS FILHOS SÃO PEIXES” – A HUMANIDADE SURGINDO DAS ÁGUAS OCEÂNICAS – PEIXE NO SENTIDO DE FERTILIDADE – SENHORA DA NATUREZA OU FERTILIDADE – A DIVINA MÃE DO COSMO.

YEMANJÁ – O PRINCÍPIO DAS ÁGUAS (“ÁGUAS” COMO FONTE DA VIDA FÍSICA). O ETERNO FEMININO O PRINCÍPIO NATURAL (QUE ATUA NA NATUREZA)

Traduzindo silabicamente, ou por fonemas teremos: 

YE – MÃE; PRINCIPIO GERANTE

MAN –  O MAR; A ÁGUA; LEI DAS ALMAS

YA – MATRIZ; MATERNIDADE; POTÊNCIA CRIADORA

YEMANJÁ portanto traduz

A Senhora da Vida

O Princípio Duplo Gerante

O Princípio Passivo Incriado

A Maternidade Cósmica (no sentido de transformar a Substância Etérica)

Fonte: ARHAPIAGHA, Yamunisiddha.Umbanda a proto-síntese cósmica. São Paulo: Pensamento. 2002

 

História e Curiosidades de Iemanjá

Por: Mônica Buofinglio

Iemanjá é conhecida também como mãe das águas e também como mãe de todos os orixás. Ela é é proveniente de uma nação chamada Egbá, na Nigéria, onde existe um rio com o mesmo nome deste orixá. Ela seria filha de Olokum (mar) e mãe da maioria dos Orixás. Na África, é associada à fertilidade e fecundidade.

Nas danças míticas, seus iniciados imitam o movimento das ondas executando curiosos gestos, como se estivessem nadando no mar. Ela segura um leque de metal e um espelho. O seu leque, chamado abebê, tem em seu centro um recorte, onde surge o desenho de uma sereia. Em outros modelos deste apetrecho, constam a lua e a estrela. Complacente e pródiga, a mãe das águas é responsável pela pescaria farta.

Filha de Olokum, Iemanjá era casada com Olofim-Odudua, com quem teve dez filhos orixás. Por amamentá-los, ficou com seios enormes, fazendo com que mal conseguisse visitar outros reinos. Cansada e sentindo-se muito carente por morar em Ifé, ela saiu em direção ao oeste e conheceu o rei Okerê. Logo se apaixonou e casaram-se. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao esposo que nunca a ridicularizasse por isso. Ele concordou; porém, um dia, embriagou-se e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu.

Desde menina, ela carregava consigo uma poção numa garrafa que a mãe lhe dera para casos de perigo. Okerê pediu desculpas, mas Iemanjá correu deixando cair a garrafa. A poção transformou-a num rio cujo leito seguiu em direção ao mar. Okerê, arrependido, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Iemanjá pediu ajuda ao seu filho Xangô e com um raio, partiu a montanha ao meio. Assim, o rio seguiu para o oceano e, dessa forma, Iemanjá tornou-se a rainha do mar.

Especialmente no fim do ano, é costume ver os devotos ofertando flores e presentes a Iemanjá nas praias brasileiras. Além disso, as pessoas se vestem de branco como forma de homenageá-la com o intuito de obter a paz no ano que se inicia. Nos terreiros, é oferecido à deusa o acaçá de milho branco cozido.

 
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