U M B A N D A

Umbanda é responsabilidade, Terreiro não é palco de apresentações , Médium não é artista de Circo.

Mediunidade não é show pirotécnico onde o que se vê são rápidos e ilusórios lampejos de brilhos multicoloridos. O médium sem instrução transforma o dom em ótimo artifício na exibição de espetaculares manobras que mais chamam a atenção dos curiosos e dos seres trevosos do que dos Espíritos de Luz. As brancas vestes sacerdotais assumem a aparência de fantasias carnavalescas em que imperam o luxo, a vaidade e o exibicionismo. Na mediunidade pirotécnica, vale mais a grosseira presença física do médium do que a suave e discreta participação dos Guias de Luz.

O Preto Velho se esconde, o Caboclo se afasta, o Exu ri do fanfarrão e o médium se exibe.. Neste tipo de condução da mediunidade há uma completa falta de força espiritual, pois a carne assume todas as funções do medianeiro e o animismo, a mistificação e a charlatanice estão em primeira linha. Texto umbanda querida

T R A B A L H O

Estamos todos aqui trabalhando a serviço do Criador. A questão está em saber se estamos conscientes disso ou não. E se estamos cumprindo nossa missão ou não. Todos os outros seres da Criação estão cumprindo sua função. O sol a lua, as estrelas e planetas. Todos na natureza cumprem suas tarefas, com exceção do ser humano. Nós temos livre arbítrio. Está em nossas mãos. Queira ser alguém que está contribuindo para revelar a Luz.
Shmuel Leml

AQUELE QUE REPRESENTA O SAGRADO

A palavra Sacerdote ou Sacerdotisa significa aquele que representa o Sagrado! O Divino se manifesta de diversas formas, da maneira que poderá alcançar o coração de cada um de nós. O sacerdote não deve ser idolatrado! Ele deve ser amado e respeitado! Aquele que estuda pra nos trazer as mensagens da espiritualidade, que se dedica, que se esforça e que, acima de tudo, é um ser humano, com suas falhas, inseguranças e dúvidas… Pessoas que muitas vezes abrem mão das suas vidas pra cuidar de cada um de nós! Não criem ídolos, pois estes não são feitos de carne e osso… Respeitem seus líderes religiosos, mas antes de tudo, tenham empatia e compaixão por eles e por toda vida que eles dedicam ao exercício do Amor

C O N T R O L E

Você não tem controle dos acontecimentos, mas tem sobre sua reação. Se ficar reativo à injustiça, planta uma semente negativa. Se conseguir praticar o autocontrole e ser proativo, evita o caos e planta uma semente iluminada. Sua escolha está em como você reage aos acontecimentos. Não temos controle do que acontece da ponta do nosso nariz para frente.Mas temos controle do nosso mundo interior, onde está a Luz que buscamos.
Shmuel Lemle

A M O R

A M O R
Dois irmãos eram donos de uma grande fazenda. Cada um deles tinha sua própria casa em seu lado. Todos os dias eles dividiam os produtos colhidos e cada um ficava com metade. Certa vez, o irmão mais velho pensou: “Sou casado e tenho filhos, enquanto meu irmão ainda é solteiro. Tenho uma vida tão feliz e perfeita! Ele precisa mais do que eu da riqueza de nossa fazenda”. Dito isso, no meio da noite, encheu uma carroça com produtos e levou até o celeiro do irmão em segredo, para evitar que ele recusasse o presente. Na mesma noite, o caçula pensou: “Meu irmão é casado e precisa sustentar a família dele. Precisa mais das riquezas do que eu”. Encheu uma carroça com produtos e levou para o celeiro do outro. Durante anos, os dois faziam isso em horários diferentes da noite. Sem saber de nada, um levava riquezas na casa do outro. Até que um dia um deles saiu mais tarde do que de costume, o outro saiu mais cedo, e eles se encontraram no meio do caminho.Os dois se deram conta do que estava acontecendo: um estava dando ao outro suas riquezas. Sentiram um amor incomensurável, abraçaram-se e choraram. No lugar onde caíram as lágrimas desses irmãos que tanto se amavam, foi construído mais tarde o Templo Sagrado.
Shmuel Lemle

C A M I N H A D A

A caminhada rumo à maturidade das nossas atitudes é longa… Por isso, livre-se do excesso de bagagem. Caminhe mais leve pela vida. Traga somente o essencial, o que vale a pena, o que agrega. Aquilo que ajuda você a viver e a construir as condições para ser feliz.
Se você insistir em levar bagagens em excesso, elas se tornarão muito pesadas e farão com que você acabe abandonando a viagem. Livre-se dos excessos.
E seja humilde: abandone a falsa certeza de que sabe o bastante sobre as coisas, sejam elas simples ou complexas. Afinal, o que é básico, o que é essencial, aprendemos por último

Carla dos Passos – Cuiabá

FERRO VELHO DA ALMA

Sid Soares
14 de junho às 06:57 · Rio de Janeiro ·

O Ferro Velho das Almas

Havia um ferreiro que, após uma vida de excessos, se converteu a uma vida de piedade. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas, apesar das suas orações e súplicas a Deus e aos Orixás, por meio da Umbanda, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário. Seus problemas e dificuldades aumentavam.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de seus esforços, comentou:

– É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem de oração e a buscar a evolução, sua vida começou a piorar. Não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda sua devoção a Deus e aos guias, nada tem melhorado.
O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.

Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, encontrou uma explicação. Disse:

– Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Como isto é feito? Primeiro, aqueço a chapa de aço até que ela fique vermelha. Em seguida, tomo um martelo pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita. Em muitas ocasiões uma vez apenas não é suficiente.

O ferreiro deu uma longa pausa, pensou e continuou.

– Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco num monte de ferro-velho que está na entrada de minha ferraria.

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:

– Sei que Deus está me colocando no fogo das dificuldades. Tenho aceitado as “marteladas” que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: “Meu Pai, não desista, até que consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.”

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O que a vida faz conosco é nos forjar, nos moldar através das provas, das dores para que alcancemos a disciplina, o sofrimento, porém é opcional. Muitos passam várias dificuldades, mas escolhem sorrir e seguir apesar de tudo. Outros sofrem e fazem desse sofrimento e da lamentação um troféu para ostentar suas mágoas.

Não creio que a vida deva ser uma sucessão de dores, ou que devemos ser resignados e passivos a tudo, isso seria força uma santidade da qual ainda não se está pronto. Isso é um processo.
Mas é preciso ter paciência e fé sempre, por o pé no caminho e ir à busca do que se quer. Ogum será o primeiro a abrir nossa estrada. Que seja ele o ferreiro a nos forjar, mas antes que estejamos prontos para esse processo!

REENCARNAÇÃO

REENCARNAÇÃO
A base do ensinamento espiritual do mundo ocidental é a Torá, início do Antigo Testamento. A bíblia é a fonte e a rais de onde muitos galhos nascem. Há muitas camadas de ensinamentos e diferentes níveis de interpretação, sendo a Cabala, também conhecida como sabedoria da verdade, o nível mais profundo. Muitas pessoas ignoram o fato de que a doutrina da reencarnação faz parte do corpo de conhecimento das bases da espiritualidade do mundo ocidental. Por algum motivo essa informação foi mantida em segredo, enquanto no mundo oriental a reencarnação é uma realidade diária. O cabalista Rabi Yehuda Ashlag escreveu: “Embora vejamos os corpos físicos mudando de geração em geração, isso só se aplica ao corpo. As almas, que são a essência do corpo, não estão sujeitas à mudança. Elas migram e habitam corpo após corpo, de geração em geração.As mesmas almas que viveram na geração do dilúvio de Noé retornaram na geração da Torre de Babel, depois durante o exílio no Egito, e outra vez no êxodo do Egito, e assim por diante. Esse processo continua até hoje, e continuará até o mundo estar completo. Não temos novas almas à medida que temos novos corpos. Há um número fixo de almas, que reencarnam em novas formas. Cada vez elas são vestidas num novo corpo”.
Shmuel Lemle

VIDA DE MÉDIUM

VIDA DE MÉDIUM

Então é sábado, ele saiu apressado do escritório. Antes de entrar no carro, recusou o convite para um chopinho com o pessoal de sua repartição. Ouviu uma ou duas gracinhas mas nem se importou, já estava acostumado com aquela situação. Seus amigos não entendiam a tamanha dedicação que ele tinha por sua religião. Chegou em sua casa e foi direto se preparar para o banho, seus pensamentos já estavam todos focados no que aconteceria naquela noite. Passou pelo quintal e pegou uma vasilha com um líquido de ervas dentro. Ele havia preparado no dia anterior, e deixou lá tomando sol e sereno. Seu dirigente lhe dissera que isto potencializava a energia daquele macerado. Banho tomado, líquido com as ervas no corpo derramado, e lá estava ele. Já nem parecia mais o executivo de terno e gravata, celulares e compromissos importantes. Todo de branco, cabelo sem gel e uma felicidade estampada no semblante. Beliscou um pedacinho de pão caseiro que estava sobre a mesa, pois naquela noite não iria jantar. Olhou no relógio como quem calcula minuto por minuto para não se atrasar. Coração já começara a bater mais forte, pois a semana inteira esperou por este dia. Voltou ao quintal e entrou em algo que parecia um quartinho. No local, em cima de algumas prateleiras forradas com toalhas brancas, imagens, pedras, velas, incensos e um curioso bem estar. Acendeu uma vela branca bem ao centro, fez suas orações pedindo à espiritualidade que lhe acompanhasse. Olhou para a imagem de um índio que estava na prateleira ao lado, e, em silêncio, como quem fala com o olhar, pediu para ele também lhe acompanhar. Bateu a cabeça naquele altar, respirou fundo e sentiu as batidas de seu coração aumentar. Logo já estava lá, uma casa simples, porém, muito bem organizada. Na entrada se curvou como quem cumprimenta alguém. Abraçou seus amigos, pediu a benção para um senhor, guardou uma mochila que trazia com ele. Bateu a cabeça em algo muito parecido com o altar que ele tinha em sua casa, mas bem maior. Posicionou-se como que fazendo parte de um círculo de pessoas. Todos em silêncio, em oração. Estava ele em uma corrente de irmãos. Fora da corrente, pessoas se acomodavam em bancos. Novos, velhos, pobres, ricos, brancos, pretos e amarelos. Não havia distinção. Todos seriam atendidos naquela noite. O toque do tambor demonstra que está começando a reunião. Reunião de pessoas encarnadas e desencarnadas, em nome do amor. Uma lata perfurada, com ervas sobre a brasa, é passada de um lado para outro. Nesta hora seu coração ficou sereno. Não está mais ansioso, está entregue de corpo, alma e pensamento. Pedindo a Deus que faça dele seu instrumento. Mais adiante, depois de algumas canções e palmas, ouve-se uma letra que fala das matas, dos nativos da floresta. Seu pensamento se volta até a imagem do índio com quem trocou olhares em sua casa. Sente então uma presença ao lado, e mesmo sem nada ver, sabe que é ele que está ali. Sabe que ele lhe escutou, atendeu seu pedido e lhe acompanhou. Nesse momento seu coração novamente disparou. Toda a espera da semana, as preparações que antecederam este momento e a recusa do chopinho com o pessoal do seu departamento. Seu mentor unido a ele espiritualmente para mais uma noite de caridade, mais uma noite cumprindo sua missão. Mais uma noite na vida de um médium de coração.

“A VIDA NOS FEZ UMBANDISTAS, E NÓS FIZEMOS DA UMBANDA A NOSSA VIDA!”