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Simples

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DIGA NÃO À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!

Deus

Herton Gustavo Gratto.

Deus
não tem CNPJ
conta corrente
nem CAIXA POSTAl
Deus
não é um cara idiota
intolerante
nem boçal
Deus
frequenta a Barra
do mesmo jeito
que frequenta o Vidigal
Deus vai
ao terreiro
à missa
e ao culto na Universal
Deus não é encrenqueiro
é apaziguador
Deus não destila ódio
Não é um ditador
Deus é amor
E amor não tem GPS
Deus não faz panelinha
nem conchavo
Deus é oferenda
oração
e prece
Deus está no Preto-velho
Assim como está
no Buda
ou Nossa Senhora Aparecida
Deus não faz intriga
Nem escolhe um partido
pra fazer aliança
Deus é um amigo
que nunca deixa de ser criança
Deus é umbandista
Kardecista
Católico
Cristão
Deus é da Assembleia
Deus é do Candomblé
Deus é até
de quem não tem religião
Deus é um estado
de graça e fé
Deus é o bem
sem olhar a quem
Deus não segrega
Nem tem sangue azul
Deus é judeu
africano
brasileiro
bororo
japonês
e hindu
Deus não se divide
Se multiplica
Deus está em toda parte
Deus não é uma repartição
Deus está no poema
na trova
no conto
Deus bate ponto
onde bate um coração
onde há
boa vontade
amor
e perdão
Deus não coloca pulseira VIP
Deus não tem um público alvo
preferido
Deus não é inquisidor
Deus não é inimigo
Deus não dissemina rancor
Deus não é prepotente
Deus é um morador
que habita dentro da gente.

 

A C O N T E C E U

ACONTECEU EM UM TERREIRO

Em um terreiro que iria abrir as suas portas ao público, pela primeira vez.
O chefe daquele terreiro olha pela janela e vê que tem cerca de 30 pessoas esperando para entrar e assistir a gira.
O chefe deste terreiro vai até a porta e a abre, sem sair de lá cumprimenta um a um os consulentes que vão entrando.
Quando ele acaba de cumprimentar a todos, ele entra naquele pequeno recinto e nota que todos ficam parados, olhando para o nada.
Começou a gira o Pai de Santo e mais dois médiuns e um cambono.
Logo baixou os pretos velhos.
Um dos consulentes que lá estava foi falar com a entidade.
Preto-velho não deixei de notar algumas coisas, que não vi aqui.
Por exemplo: Cadê as imagens do seu congá, cadê as velas acesas e a casa não tem ogãs.
E o Preto-velho muito calmo respondeu.
Filho, quando você vai a mata, você vê Oxóssi?
Quando você vai a praia você vê Iemanjá?
Quando você vai a uma pedreira você vê Xangô?
Quando você passa por uma encruzilhada você vê Exu?
E assim ele continuou.
Quando ele acabou as perguntas, ele respondeu certo paizinho, mas nestes campos de força, sentimos as energias dos Orixás.
Aí o Preto-velho respondeu:
É filho se você não estivesse vindo aqui tão preocupado em ver tudo aqui com os seus olhos carnais, mas tivesse enxergado com o seu coração, você iria ver tudo isso e mais a sua entidade que está aí do seu lado.
Que poderia estar agora aqui incorporada ajudando em nossos humildes trabalhos.
Nunca julgue uma casa pelo tamanho, quantidade de médiuns ou pelo tamanho de suas imagens.
Mas preste atenção e sinta a energia que ali circula nos trabalhos realizados.
É na verdadeira simplicidade e humildade que se encontra a verdadeira força das entidades .
Autor desconhecido !

Saber entrar e muito bom…. mas saber sair é melhor ainda

A ingratidão infelizmente faz parte do caminho de um filho de fé , seja ele na posição de Pai ou no posição de filho. É muito triste ver isto acontecer. Um bom filho, um bom médium, um bom umbandista jamais denegri a imagem da casa que serviu , aonde seus guias prestaram a caridade. Aquele que sabe entrar deve saber sair também, porque nenhum filho de fé entra pela porta de traz sempre entra pela porta da frente.

Você filho de fé não está satisfeito com os trabalhos realizados na casa , tenha um diálogo com seu Pai no Santo , peça seu desligamento , mas lembre-se nunca tente queimar o solo sagrado que você bateu cabeça. Gratidão é o sentimento mais nobre que existe.

Fonte:Pérolas da Macumba com Letícia Gomes.

Não seja ansioso no seu desenvolvimento no Terreiro de Umbanda

A maioria dos médiuns tem sua iniciação mediúnica – momento em que suas faculdades mediúnicas já despertadas passam a ser utilizadas de modo sistemático e mais intenso, dentro dos rituais e trabalhos existentes numa casa umbandista – marcada pela difícil fase da ansiedade e da adaptabilidade que esse começo representa.

Ansiedade no médium iniciante pode trazer algumas situações desconcertantes como:

• Ficar pensando de modo intenso nas coisas ligadas à espiritualidade;

• Ficar com os pontos cantados ecoando na mente;

• Ficar cantando, a qualquer momento e lugar, os pontos cantados;

• Conversar somente sobre o assunto espiritualidade a qualquer oportunidade em que hajam mais pessoas que pertençam à mesma religião ou casa;

• Ler muitos livros sobre o assunto, querendo esgotar todos os pontos de dúvidas;

• Querer conhecer tudo sobre a Umbanda num espaço de tempo curto;

• Ter sonhos constantes com rituais, entidades e trabalhos;

• Ficar vendo em qualquer situação algum tipo de ligação com a espiritualidade;

• Não parar de preocupar-se em manter-se dentro das condutas que sua casa pede;

• Querer incorporar logo;

• Ficar muito preocupado se está mesmo incorporando uma entidade ou se está apenas imitando uma entidade;

• Desejar ardentemente que tenha a inconsciência durante as incorporações;

• Querer aprender tudo sobre os rituais que sua casa pratica, chegando ao ponto de perguntar de tudo a todos os demais médiuns mais experientes;

• Querer saber tudo, através de relatos de outros médiuns, o que ele fez quando estava incorporado, o que a entidade falou, deixou de fazer;

• Passar a realizar em seu próprio lar, uma verdadeira transformação de hábitos, querendo que todos tomem banhos de defesa, defumem-se, orem, cantem, entre outras coisas;

• Querer erigir algum tipo de altar ou espaço sagrado em seu lar, tentando imitar o mais perfeito possível a quantidade de imagens, a disposição dos santos que há em seu templo umbandista;

• Querer que suas entidades receitem rapidamente a confecção ou aquisição das guias (colares) e quanto maior o número de guias melhor;

• Desejar ardentemente que tenha incorporações “fortes”, isto é, que as entidades já venham de modo com que não gerem dúvida a ninguém;

• Que suas entidades já risquem seus pontos e que seja algo bem impressionável;

• Que suas entidades deêm logo seus nomes e torce para que sejam nomes “fortes” e conhecidos;

• Querem decifrar todos os símbolos que suas entidades desenharam em pontos riscados;

• Querem saber da história, vida, ponto cantado e tudo o mais sobre suas entidades;

Essas situações e mais outras não citadas são consideradas até normais e encaradas, por aqueles outros médiuns mais tarimbados, como coisa comum de se acontecer. E de fato é. O que o dirigente e os médiuns mais experientes devem fazer é aconselhar esses neófitos, direcioná-los em atividades que os tirarão um pouco desta fixação, ouvi-los e explicar cada uma das dúvidas e dificuldades existentes.

Toda essa ansiedade é temporária e assim que o novo médium adquirir mais e mais experiências, ele passa a lidar de modo mais natural, menos ansioso e aflito com essas situações.
O tema deve ser abordado de modo atencioso, respeitoso, prático e esclarecedor para poder dar melhor formação espiritual e criar uma estrutura mediúnica mais eficaz à própria casa, uma vez que estes novos médiuns passam a compor o já formado corpo mediúnico da casa, fazendo número e qualidade na força da corrente da casa umbandista. Desperdiçar a chance de esclarecimento quando esses médiuns estão ávidos por conhecimento e abertos para serem direcionados é deixar ao acaso a responsabilidade da formação destes médiuns, podendo levá-los a vícios, “cacoetes” e maus hábitos mediúnicos que nunca mais poderão ser retirados.

E o velho adágio popular é verdadeiro : “Pau que nasce torto, morre torto”.

Se alguém souber de quem é o texto, por favor nos indique para colocarmos o crédito.

Mediunidade e consciência

“O chefe de terreiro tem o compromisso moral e ético de ser fiel à verdade que vivencia. Se não existem mais médiuns inconscientes é porque não são mais necessários. Assim como quando chove a água cai do alto para baixo, e não ao contrário, a sineta bate do lado de lá para o lado de cá. São os tutores da Umbanda pertencentes à alta confraria que a orientam, que são os responsáveis pelo tipo de sensibilidade mediúnica preponderante nos médiuns que reencarnam, em conformidade com a consciência coletiva.

É fundamental desmistificarmos o que seja “incorporação”, pois nos é triste ver medianeiros despreparados omitindo sua consciência e dissimulando para os consulentes, dizendo que são inconscientes. Em verdade, não reencarnam mais médiuns totalmente inconscientes e prepondera no mediunismo umbandista, nos dias atuais, a chamada “incorporação”pela irradiação intuitiva. O aparelho mediúnico sente as vibrações, percebe os seus Guias, mas fica plenamente desperto e consciente do que se passa pela sua mente. Daí a importância do estudo contínuo que dará a educação e o autoconhecimento necessários para que os sensitivos sejam bons receptores dos Guias, emissores do Plano Espiritual.

Os médiuns não devem mestificar. Haverá momentos de extrema pressão, de conflitos, que seria mais fácil “incorporar” o Guia para ele resolver. Mesmo que isso ocorra pontualmente, se houver ocorrências de “urgência”, impossível o emocional do médium não interferir na comunicação. Se não tiver maturidade emocional, grande capacidade de lidar com a frustração, resiliência e alteridade internalizada, será impossível ter limpidez mediúnica, haja vista também ser médium de transe lúcido.

Na maior parte do tempo de convivência no terreiro, seus componentes não estarão mediunizados com a tradicional incorporação. Se tiver valência mediúnica – e precisará ter, pois, em contrário, não suportará seu cargo -, sua percepção será sutil, clarividente e clariaudiente preponderantemente; os Guias astrais “falarão” com ele na forma de pensamentos que entrarão no alto de sua cabeça e retumbarão no meio do seu crânio, quase como um autofalante radiofônico.

Fonte: A UMBANDA DE TODOS NÓS – Manual do Chefe de Terreiro
Venda pelo site: http://livrariadotriangulo.com/

 

Próximas sessões da tenda

Dia: 16 de janeiro – Homenagem a Oxóssi

Horário: 18h

Dia: 30 de janeiro – Mesa (Descarrego) 

Horário: 18h

 

Depois dessas duas sessões entraremos de férias. 

Logo publicaremos o nosso calendário de 2016. Fiquem atentos!

Quem quiser evoluir terá que ser agora

Sábias palavras do nosso médium Fábio Barros. Textos reflexivos, como este, devem ser compartilhados.

“Penso em viver o presente da melhor maneira possível. Já o passado foi aprendizado e o futuro será uma incógnita. Não temerei o que ainda não aconteceu. O mundo atual virou uma ilha cercada por crise por todos os lados. A crise vai tirar o homem da inércia mental e espiritual. Quem quiser evoluir terá que ser agora.”

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PaRa ReFLeTiRMos

bbb-tropicalistas

Compartilho um post do nosso amigo Chicão Sampaio. Um texto lúcido que serve como reflexão. 

E NÃO É SÓ COM A RELIGIÃO, NÃO, VIU? TEM GENTE FICANDO RICO COM ESSAS FESTAS! TEM UMAS QUE INVETAM UMA FAVELA CHIQUE, PARA AS PESSOAS QUE TEM MEDO DE IR NA FAVELA SE DIVERTIREM NO ASFALTO E GANHAM BASTANTE DINHEIRO ISSO… QUAL O PROBLEMA??? REPITO AS PALAVRAS DA MATÉRIA DO GELEDES: “É muito fácil saravar na balada. A afrorreligiosidade é muito atrativa quando é emburguesada, embranquecida e explorada ao som de MPB e regada a álcool. Deve ser interessantíssimo fumar um baseado e dançar a tecnomacumba da Rita Beneditto (Rita Ribeiro). Enquanto isso, imagens de Oyá são decapitadas, terreiros são invadidos e vandalizados pelo fanatismo cristão e a TV aberta exibe programas onde nossa fé é demonizada. Na periferia acontece o genocídio da população negra. Mas não há peso na consciência dos universitários que só querem “neotropicalizar”.
E não, visibilidade não é um argumento. A visibilização acontece quando religiosos de matriz africana e pessoas negras protagonizam suas pautas e levam suas vozes, seus rostos e sua cultura para a mídia, para a música, para a rua, e tornam seus símbolos patrimônio imaterial da humanidade, como aconteceu com a Capoeira”.

Faça um clic aqui e leia a matéria completa em: “A cultura negra é popular, pessoas negras não são” As festas “neotropicalistas” e a apropriação cultural indevida – Geledés

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