Bodas de Ouro do nosso dirigente


Amor e felicidade não se compram, vive-se.

Inventário de 50 anos de puro amor e felicidade de Helenice e Ivo de Carvalho

 

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“Quem desdenha quer comprar”, essas foram as palavras de Cotinha para sua filha Helenice quando esta chegou em casa contando que estava sendo flertada por um rapaz muito feio.

“Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.”

A partir desse flerte de janela começaram uma amizade que passou ao estágio de namoro. Cotinha confiava tanto em Ivo que deixava Helenice sair em sua companhia. Vó moderna a nossa!

“Se os olhos se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre ele, fique alerta: pode ser a pessoa que você esta esperando desde o dia em que nasceu”.

Saídas, passeios, parques, roda gigante o lugar divertido e “romântico” para acontecer o primeiro de muitos beijos. Na radiola de ficha uma música para selar o romance. Ela esperava Nelson Gonçalves ou Altemar Dutra, mas o que soou foi Caranguejo Uça…autentico Jackson do pandeiro.

 

“Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês”.

Decidiram, que depois daquele beijo e de namoro sacramentado, como tema musical e tudo, nada muito romântico, ele seria para ela, meu filho e ela seria para ele, minha filha.

“Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar junto chegar a apertar o coração, agradeça: algo do céu te mandou um presente divino: O AMOR”.

Helenice apresenta Ivo a sua religião, que será decisiva na vida dos dois. Frenquentar o Centro Espírita Eurípedes de Barsanulfo os aproxima cada vez mais e Ivo é aceito, de vez, pela família de Helenice e passa a ser mimado pela futura sogra. Ai o macarrão dela nunca comi nada igual!

“Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entreguem-se: vocês foram feitos um pro outro”.

Já não tinha mais como adiar, já chegara o momento de juntarem os Carvalhos, isso mesmo, ambos são Carvalho. Decidida a data, começam os preparativos para o dia 15 de outubro de 1960, mas Cotinha está enferma e os dois não sabiam como fazer. Sábia, Cotinha junta, em maio daquele mesmo ano, os filhos e os dois noivos e pede que não mudem a data do casamento. Sem tristeza, pois a morte é só uma transformação e a vida continua.

“Se por algum dia você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa!: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida”.

Casamento marcado, cerimônia realizada, mas ficaram de fora da foto duas pessoas importantes,  vó Cotinha e vó Nerita, que não esteve presente por um longo tempo, mas essa é uma outra história.  Passam a viver juntos na casa do vovô Balduino pertinho do vovô Horácio. Um dia descobrem que estão grávidos e a felicidade aumenta em torno dos dois.

“Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali ao seu lado…”

Bordava o enxoval do neném que estava prestes a chegar. Ah, seria tão bom que sua mãe voltasse e terminasse de bordar as roupinhas, me disseram que ela é excelente bordadeira. Não fora por isso, Tia Estela e vó Manzinha resolvem escrever para um programa de rádio em busca da filha que tinha passado a perna no mundo e lá tinha ido viver outras experiências. Resulta que o recado foi ouvido e vó Nerita volta para casa para completar a felicidade que sempre rondou os dois.

“Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados…”

Depois da primeira filha vieram mais dois, embora, a caçula afirme e pense que é adotada, sem chances eu e Beto presenciamos a gravidez da Ana Cristina e a quantidade de cajá manga e limão que a mamãe chupava.

“Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite…”

Harmonia, paz e traquilidade vivíamos em Piedade e ainda tínhamos o tio Zé como irmão mais velho que foi adotado pelo papai como seu, mesmo com todos os problemas que aconteceriam depois. Foi, além de cunhado, irmão e pai, pois o amor era incondicional. Viver a dois é receber a conta do outro e pagá-la da melhor maneira.

“Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…”

No apartamento da rua São Bráz, que ela sempre se recusou a vender, os dois continuaram o caminho traçado na eternidade, nunca presenciamos brigas, desavenças, xingamentos entre eles, muito pelo contrário, a porta do quarto sempre fechava depois que íamos dormir, né Beto?

“Se você tiver certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela…por ele…

E assim foram passando os anos de amor, compreensão e sem ciúmes, papai pousando nú para a escola de Belas Artes, encenando no teatro, viajando para competir como fisiculturista e mamãe fazendo suas viagens, se dedicando à religião, cada um respeitando o espaço do outro e mais que tudo, com muita cumplicidade. Cumplicidade está é a palavra que mais combina com a relação dos dois.

“Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida”.

Os dois, além dessa entrega mútua, se entregaram de corpo e espírito à religião, construíram juntos essa tenda. Estamos aqui, todos os seus filhos no santo e somos testemunha dessa entrega.

Hoje alegres estamos de compartilhar, de ratificar e presenciar essa linda história de amor, que teve um ponto de inicio, mas com certeza, não terá um ponto final.

“Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.  Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.”

Vocês não deixaram o amor passar, ficaram atentos a todos os sinais e amor se converteu em o verdadeiro lema de vida de vocês dois. Vocês nós mostraram que vale a pena cada minuto vivido, que o amor é possível, que as relações entre casais podem ser sólidas.

Aqui estamos nós: filhos, netos, familiares, amigos junto com essa caixa fazemos parte desse inventário de 50 anos de puro amor e felicidade.

 

Texto: Sylvia Helena Arcuri e Carlos Drummond de Andrade

Fotos: Tony Alves

 

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