SOBRE RITUAIS UMBANDISTAS III – *Por Rubens Saraceni


“Desconfiamos que o medo do desconhecido e a ignorância de como Deus opera em nossos espíritos, seja um dos motivadores dessas pessoas, tão zelosas com suas crenças e tão obstinadas a negarem as possibilidades aventadas pelos estudiosos dos dons espirituais.

Estes dons, em desequilíbrio, nos afetam com tanta intensidade que, ou nos entupimos de remédios drogando nossa mente ou sofremos doenças no corpo biológico que o influenciam porque nosso espírito está em desequilíbrio.

A Umbanda, uma religião nova se comparada a outras que são milenares, vem encontrando uma resistência tenaz por parte destas, porque, criada no Século XX, remeteu-nos de volta à natureza e tem ensinado-nos que um dos meios de alcançarmos o reequilíbrio entre matéria e espírito encontram-se justamente nela.

Quando aprendemos a lidar com alguns aspectos da vida natural e da vida espiritual, seguimos procedimentos desenvolvidos ao longo do tempo por experimentação e obtemos resultados satisfatórios, que trazem o alívio às pessoas prejudicadas pelo desequilíbrio na interatividade entre os lados espiritual e material, e vemos como são importantes tais procedimentos.

Realizar oferendas com os mais variados fins, fazer assentamentos ou firmezas de poderes ou forças naturais, com conhecimento de causa, sempre são benéficos e nada têm de misticismo, panteísmo, animismo ou ignorância, e sim, nos remete a um tempo em que não havia outros recursos além do que a própria natureza nos fornecia e que só precisávamos aprender como nos servir deles.

Estabelecem uma relação sólida e estável com o mundo espiritual e nos servir do que ele tem para o nosso benefício não é negar Deus, mas fortalecer nossa crença na imortalidade do espírito e na sua capacidade de influir sobre a matéria.

Não há nada de errado em conhecermos a natureza e o mundo espiritual e nos servirmos dos benefícios que nos oferecem, pois se existem, foram criados por Deus.

Nosso propósito com este livro é de esclarecer sobre o assunto e não o de ensinar algo que já adquiriu dinâmica própria dentro da Umbanda.

A cada dia surgem novas oferendas e novos assentamentos de forças e poderes, formas essas desenvolvidas pela espiritualidade que atua na Umbanda por intermédio dos seus médiuns de incorporação e de trabalhos espirituais.

Devemos nos guiar pelo bom senso e pela razão para não cairmos no ridículo, pois Umbanda é religião e não deve ser maculada por pessoas desequilibradas ou com o emocional exacerbado por coisas sobrenaturais.

A lógica e o bom senso devem prevalecer em nossas ações e nos guiar em assuntos tão importantes para nosso bem-estar e nossa segurança no relacionamento com o mundo espiritual.”

Texto extraído do livro “Rituais Umbandistas (Oferendas, Firmezas e Assentamentos)”, de Rubens Saraceni- Editora Madras.

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