Brado de Xangô

Agora sim, uma versão cantada pelo autor da cantiga, nosso Babalorixá Ivo de Carvalho.

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POTENCIAL

Nesta vida tudo tem um preço e temos que pagar sem reclamar. Tem que ser assim. Nada sai de graça.Queremos ser felizes. A verdadeira felicidade só vem quando a pessoa investe esforço. O que vem fácil vai embora fácil.O que você conquista trabalhando tem valor e fica. É como um rico que traz um pobre para casa e dá tudo de bom e do melhor a ele. Depois de um tempo, o rico pergunta se o pobre está totalmente satisfeito e ele responde que não. Explica que está muito grato por tudo de bom que ganhou, mas que tudo aquilo veio só pela generosidade do rico. Como não tinha feito nada para merecer  tudo aquilo, ele se sentia inferiorizado e envergonhado. Para se sentir totalmente satisfeito, ele gostaria de poder fazer alguma coisa para merecer tudo de bom que estava recebendo.O rico ficou impressionado e disse que tinha acabado de aprender uma lição:podemos dar tudo para uma pessoa, exceto a sensação de auto-realizarão. Para se sentir realizada, a pessoa tem que correr atrás, se esforçar e finalmente conquistar através do seu próprio merecimento. Não é para reclamar dos desafios com os quais somos confrontados. Precisamos passar por eles para podermos nos tornar aquilo que viemos aqui para nos tornar. Os testes da vida revelam nosso potencial.

Shmuel Lemle

Festa de Ogum e Prêmio Ogum de Malê

Mais um ano estivemos juntos para homenagear Ogum. Além da linda sessão, concedemos o Prêmio Ogum de Malê para Marcelo Tota. Trabalhamos com fé e dedicação para que tudo estivesse em ordem. Vejam as fotos! 

Saravá Ogum!

Saravá Umbanda!

 

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Então… ISSO É PARA VOCÊ…

Um filho chega para seu pai de santo e diz…
– Pai não irei vim mais para a terreiro!
O pai de santo então responde, por quê?
– Ahhh eu vejo irmãos falando mal de irmãos,o irmão que não ajuda o irmão mais necessitado, o ogan que critica a incorporação,e assim por diante.
E o Pai de santo lhe diz: – Mas antes quero que você me faça um favor, vá pegar um copo cheio de água e dê três voltas pelo terreiro sem derramar uma gota de água no chão e depois disso, você pode ir embora.
E o filho pensou isso é fácil…
E as três voltas foram dadas pelo filho.
Quando terminou disse: – Pronto acabei.
E o Pai de Santo respondeu: – Quando vc estava dando as voltas, vc viu a sua irmã falar mal da outra? -Não

Vc viu o Ogan reclamar da incorporação do outro irmão ? – Não
Sabe porquê??? Enquanto você focava o copo para não derrubar a água não percebeu o que acontecia ao seu redor.
Assim é nossa vida,quando o nosso foco for a Casa e o Orixá, não teremos tempo de ver os erros dos irmãos.
Tomemos conta de nossas vidas e assim sofreremos menos.

Sonhos – Sid Soares

Texto bom deve sempre ser compartilhado.

Ter sonhos, vontade de criar, de construir é o que nos move e nos faz sempre recomeçar. O sonho é ferramenta divina nos impulsionando às conquistas e realizações dentro de nosso merecimento e trabalho.

Um coração sem sonhos é um coração adoecido pelo cansaço de desencontros emocionais ou de decepções e como uma terra seca e árida fica o daquele que não sonha ou que não vislumbra horizontes e não há vida sem sonhos.

A água é o elemento principal da vida e das emoções, pois uma emoção bem trabalhada deve como a água, fluir e seguir seu curso. Ao termos uma emoção mal direcionada a mesma fica estagnada, água parada e suja!

Geradora da vida a água é a própria essência de mãe Iemanjá. Essa mãe Orixá é o útero divino, é quem sustenta a vida e quem ampara cada um de nós no momento do nascimento. Como cantamos, ela é geradora de tudo o que há, mas a geração só pode ocorrer quando há condições favoráveis para isso.

Uma semente depende de terra boa para germinar, e seguindo esse entendimento a terra seria nossa divina mãe Obá, Orixá da maturidade e do entendimento e que é a própria força telúrica, a segurança da terra firme. Apenas quando entendermos com segurança que a vida que nos foi dada tem o propósito sim de nos melhorar, mas que também nos foi dada para vivermos com plenitude, os sonhos voltarão a germinar e crescer.

Toda benção, todo presente divino depende de nosso entendimento em como receber e em como usufruir dessa benção!

Nossas sementes ficam sempre lá guardadas, como ovos no ninho de mãe Oxum, mesmo com a terra ressequida. Mas se o coração estiver maduro e consciente de que bate para ser feliz, as águas de nossa mãe por certo irão molhar essa terra e fazer germinar aquilo que sonhamos!

Sid Soares

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Foto: Sylvia Arcuri Pátio interno do Hospital Psiquiátrico Pedro II Engenho de Dentro

ADVERTÊNCIA

Às vezes, precisamos advertir alguém que esteja agindo de forma errada. A pessoa precisa de uma repreensão para aprender a ter limites.Por outro lado, só podemos criticar quem esteja aberto para ouvir. Se o sujeito não está aberto para escutar o que você tem a dizer, então é melhor ficar em silêncio. Tentar argumentar não terá efeito. A melhor opção é se calar e permitir que o outro viva o que tem que viver para aprender. Através do silêncio e de querer bem ao próximo, podemos ser mais efetivos do que falando com uma pessoa que não  quer ouvir. A sabedoria está em saber quando falar e quando calar. Rav Berg conta que uma vez estava caminhando com seu mestre, Rav Brandwein, pelas ruas de Haifa quando se depararam com o prefeito da cidade fumando num sábado. Rav Brandwein abraçou o prefeito, os dois conversaram um pouco e seguiram cada um o seu caminho. Algum tempo depois, ao se encontrarem novamente, o prefeito disse que, graças ao encontro com Rav Brandweis, ele tinha parado de fumar. Rav Brandweis não entendeu. O homem explicou que naquele dia Rav Brandweis não o censurou e não falou uma única palavra, mas que ele sentiu no coração a dor do mestre por ele. Por isso parou de fumar. O que vem do coração atinge o coração.

Shmuel Lemle

Quando nasce um Santo – Sid Soares

Um texto lúcido, verdadeiro e que deve ser compartilhado.

Fazer parte de um ritual de Umbanda seja qual for é de um aprendizado ímpar para aquele que assim deseja. Um batismo, um amaci ou uma feitura leva todo aquele que passa por esse processo a vivenciar uma experiência mística e única. Não é apenas algo simbólico como muitos podem pensar.

Ser iniciado ou passar por uma feitura é só o primeiro passo para o sacerdócio. Primeiro porque mais do que qualquer ritual ou experiência mística, a vivência templária é essencial, além de saber ouvir e buscar acima de tudo ser conciliador.

Pouco importa, no entanto, se há ou não a missão do sacerdócio, antes de tudo o que a Umbanda precisa é de religiosos comprometidos, conscientes de seu papel na sua família, na sua comunidade e na sociedade. É ser um porta-voz da fé que escolheu professar e é esse o compromisso assumido quando se participa conscientemente de um ritual.

Após toda a ritualística, havendo ou não a saída de santo, o que depende de cada casa, após as oferendas e não importa se são as mais caras ou as mais simples, só o que fica no coração do neófito e SE fica, é o que interessa. Muitos se preocupam com o momento da saída, se a casa estará cheia, com o paramento do orixá e por aí vai…

O que levamos pra casa quando as luzes do barracão se apagam, as portas se fecham e só as velas continuam a iluminar as firmezas do terreiro é que vai nos acompanhar durante nosso mandato mediúnico.

É o que irá nos fortalecer noite e dia durante nossa vida, como uma boa lembrança nos apontando o caminho da fé! Pois é a fé que temos nesse momento, talvez ainda tão prematura, que devemos alimentar constantemente já que agora na inversão dos papeis somos nós, os iniciados que devemos alimentar a fé alheia!
Não é o santo quem nasce, somos nós que nascemos para ele!!!

Certa vez, ouvi uma história em que um pai de santo já com muitos anos de sacerdócio, ia até o terreiro onde havia sido iniciado. Sua mãe de santo já bem idosa o recebe e ele então começa a reclamar de seu cansaço em levar adiante sua missão. De ter que ter sempre uma palavra para cada filho ou filha, e se sentir com isso vazio. Sua mãe então pergunta:

– Isso acontece com todos meu filho! Nós é que alimentamos a fé de nossos filhos, e eu não tenho mais meu pai de santo para alimentar a minha. Quando estou cansada, ou preciso de força e amparo, onde acha que encosto minha cabeça?

O filho então secando suas lágrimas e percebendo que sua queixa beirava a manha, perguntou curioso:

– Onde minha mãe? Onde a senhora busca forças quando se sente esvaziada, onde repousa sua cabeça? No encontro da experiência com o novo a mãe respondeu com sabedoria:
– No colo de Iemanjá, no abraço de Oxalá!

A alegria de ver um santo nascer é manter sempre acesa a crença no Pai Maior, assim somos nós que todos os dias, vamos renascer pra Umbanda e pra vida, no colo de nossos Orixás!

Obrigada Sid Soares por deixar compartilhar. Saravá

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Foto: Sylvia Arcuri

Amigos que nos visitam

Nas duas últimas sessões tivemos o grato prazer de receber visitas ilustres entre elas: Marco Andrade, Helena de Oyá, Jorge, Monique e Kelly, estiveram conosco e ajudaram para manter a boa energia da nossa Tenda.

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