Chacras – Centros de forças vitais I

Para entendermos melhor os nossos centros de forças vitais.

Aula apresentada no dia 17 de julho de 2010.

Imagem postada no Blog Conspiradores


Chacras são canais dentro do corpo humano por onde circula a energia vital que nutre órgãos e sistemas. Existem várias rotas diferentes e independentes por onde circula esta energia. Os chacras são os pontos onde essas rotas energéticas estão mais próximos da superfície do corpo.

Imagine que os chacras são uma lâmpada com uma tomada do lado. Eles tanto indicam a quantidade de energia naquele sistema específico como podem ser usados para recarregar a energia do sistema. Existem muitos canais e uma grande divergência quanto ao número exato, sendo que os principais são sete. Na Doutrina Espírita os chacras são chamados de Centro de Força.

A palavra vem do sânscrito e significa “roda”, “disco”, “centro” ou “plexo”. Nesta forma eles são percebidos por videntes como redemoinhos de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. Os chacras são pontos de interseção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico.

São sete os principais chacras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde à uma das sete principais glândulas do corpo humano. Cada um destes chacras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses redemoinhos giram a uma grande velocidade, permitindo que a energia, flua para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado – e disso resulta o envelhecimento ou a doença.

Os chacras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico principal ao longo do eixo central do corpo humano, por onde dois outros canais alternados “Ida” que sai da base da espinha dorsal à esquerda e “Pingala” à direita (na mulher estão invertidas estas posições).

Os chacras estão registrados em culturas antigas e referenciados como pontos energéticos utilizados para cura e progresso energético e Espiritual.


Referências bibliográficas:

  • Teoria dos chakras, Hiroshi Motoyama, Editora Cultrix, São Paulo SP.
  • O Homem e os seus Corpos, Annie Besant, Biblioteca de Teosofia, vol. IX.
  • O Passe – seu estudo, suas técnicas, sua prática, Jacob Melo, FEB, Rio de Janeiro, 1992.


SOBRE RITUAIS UMBANDISTAS III – *Por Rubens Saraceni

“Desconfiamos que o medo do desconhecido e a ignorância de como Deus opera em nossos espíritos, seja um dos motivadores dessas pessoas, tão zelosas com suas crenças e tão obstinadas a negarem as possibilidades aventadas pelos estudiosos dos dons espirituais.

Estes dons, em desequilíbrio, nos afetam com tanta intensidade que, ou nos entupimos de remédios drogando nossa mente ou sofremos doenças no corpo biológico que o influenciam porque nosso espírito está em desequilíbrio.

A Umbanda, uma religião nova se comparada a outras que são milenares, vem encontrando uma resistência tenaz por parte destas, porque, criada no Século XX, remeteu-nos de volta à natureza e tem ensinado-nos que um dos meios de alcançarmos o reequilíbrio entre matéria e espírito encontram-se justamente nela.

Quando aprendemos a lidar com alguns aspectos da vida natural e da vida espiritual, seguimos procedimentos desenvolvidos ao longo do tempo por experimentação e obtemos resultados satisfatórios, que trazem o alívio às pessoas prejudicadas pelo desequilíbrio na interatividade entre os lados espiritual e material, e vemos como são importantes tais procedimentos.

Realizar oferendas com os mais variados fins, fazer assentamentos ou firmezas de poderes ou forças naturais, com conhecimento de causa, sempre são benéficos e nada têm de misticismo, panteísmo, animismo ou ignorância, e sim, nos remete a um tempo em que não havia outros recursos além do que a própria natureza nos fornecia e que só precisávamos aprender como nos servir deles.

Estabelecem uma relação sólida e estável com o mundo espiritual e nos servir do que ele tem para o nosso benefício não é negar Deus, mas fortalecer nossa crença na imortalidade do espírito e na sua capacidade de influir sobre a matéria.

Não há nada de errado em conhecermos a natureza e o mundo espiritual e nos servirmos dos benefícios que nos oferecem, pois se existem, foram criados por Deus.

Nosso propósito com este livro é de esclarecer sobre o assunto e não o de ensinar algo que já adquiriu dinâmica própria dentro da Umbanda.

A cada dia surgem novas oferendas e novos assentamentos de forças e poderes, formas essas desenvolvidas pela espiritualidade que atua na Umbanda por intermédio dos seus médiuns de incorporação e de trabalhos espirituais.

Devemos nos guiar pelo bom senso e pela razão para não cairmos no ridículo, pois Umbanda é religião e não deve ser maculada por pessoas desequilibradas ou com o emocional exacerbado por coisas sobrenaturais.

A lógica e o bom senso devem prevalecer em nossas ações e nos guiar em assuntos tão importantes para nosso bem-estar e nossa segurança no relacionamento com o mundo espiritual.”

Texto extraído do livro “Rituais Umbandistas (Oferendas, Firmezas e Assentamentos)”, de Rubens Saraceni- Editora Madras.

SOBRE RITUAIS UMBANDISTAS II – *Por Rubens Saraceni

“Devemos entender que a Umbanda, por ser uma religião iniciática, tem seu ritmo e sua cadência que devem ser seguidos ao pé da letra, senão interferimos no seu fluir natural e em processos e procedimentos preestabelecidos pela espiritualidade.

A grande dificuldade de alguns adeptos da Umbanda é, após consulta com um guia, ter de ir a algum ponto de força da natureza fazer um trabalho ou oferenda ou despacho. Chega a ser constrangedor, porque não sabem como fazer e não entendem o porquê de ter de fazê-los pessoalmente.

Também vemos esse tipo de dificuldade nos médiuns iniciantes. Faltam-lhes conhecimentos teórico e prático para realizar o trabalho com firmeza e confiança.

Quantas pessoas são possuidoras do dom mediúnico da incorporação e quantas têm conhecimento disso?

Não há uma estatística nesse campo. O que sabemos é que muitas pessoas vivem suas vidas terrenas em grande sofrimento, confusão mental e emocional, infelizes e sofredoras devido a uma faculdade que não dominaram por desconhecimento ou por receio de “receberem espíritos” em seus corpos.

Muita coisa já foi feita nesse campo para facilitar o entendimento sobre o espírito humano e a interatividade com as outras dimensões da vida e as realidades nela existentes, ainda que sempre reste algo a ser estudado e esclarecido.

O misticismo, o medo, o tabu, a superstição, a vergonha, a ignorância e o oportunismo sempre predominaram no entendimento do nosso espírito e do mundo espiritual que nos envolve, pois, se somos matéria, também somos espíritos.

E sempre que alguém tentou explicar essa interação, os adeptos dos dogmas e dos tabus de tudo fizeram para calá-los.”


Texto extraído do livro “Rituais Umbandistas (Oferendas, Firmezas e Assentamentos)”, de Rubens Saraceni- Editora Madras.

SOBRE RITUAIS UMBANDISTAS I – *Por Rubens Saraceni

“A Umbanda é uma religião que tem seus rituais, que são de natureza magística, iniciática e religiosa.

- Magística, porque são realizadores;

- Iniciática, porque são iniciadores;

- Religiosa, porque são atos de fé;

Todos os rituais umbandistas apresentam essas 3 características, mesmo quando elas não estão visíveis.

Uma sessão de trabalhos espirituais é um ato de fé. Nossa religiosidade nos ensina que devemos vivenciá-la incorporando nossos guias espirituais e fazendo a caridade espiritual.

Nas sessões espirituais, quando vivenciamos nossa fé, os guias espirituais são espíritos iniciados nos mistérios da criação e em seus procedimentos, desde suas saudações, suas danças, suas formas de falar, são iniciáticos e os diferenciam das incorporações espirituais profanas.

Nos trabalhos de caridade espiritual, das Casas de Umbanda, tudo é magia. Desde as baforadas de fumaça até o estalar de dedos; desde as defumações até os pontos cantados de chamada para o trabalho. Tudo é mágico na Umbanda.

Por trás de tudo e de todos estão os Sagrados Orixás, que são mais do que uma entidade incorporante que se apresenta como um Ogum, como um Oxossi, como um Xangô etc.

São os governadores da criação do nosso Divino Criador Olorum e são mistérios em si mesmos, pois estão em nós, estão na natureza, estão em tudo e em todos.”

Texto extraído do livro “Rituais Umbandistas (Oferendas, Firmezas e Assentamentos)”, de Rubens Saraceni- Editora Madras.

Ele bradou!

O reino da justiça, das leis, das estruturas, das pedreiras, dos cristais, das rochas  é regido pelo Orixá Xangô.
Na região sudeste brasileira, é sincretizado com São João Batista, e homenageado no dia 24 de Junho.
Saudação: Kaô Cabecile! (Com licença, o Rei está chegando!)
Nosso dirigente Ivo de Carvalho escreveu um ponto para Xangô que já se consagrou por todo país.
Ele bradou na aldeia
Bradou na cachoeira
Em noite de luar
No alto da pedreira
Vai fazer justiça
Pra nos ajudar
Ele bradou na aldeia
Caô, caô!
E aqui vai bradar
Caô, caô
Ele é Xangô da predeira
Ele nasceu na cachoeira
Lá no Juremá!

A beleza.

Escreveu o autor uruguaio, Eduardo Galeano:

Diego não conhecia  mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.

Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, esta do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta imensidão do mar, e tanto o seu fulgor,  que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu o pai:

- Me ajuda a olhar!


Assim é a Umbanda, precisamos das nossas entidades para nos ajudarem a olhar a beleza e a intensidade que existem em cada preceito, em cada rito em cada Orixá.